EP 69 Ana Carolina discute com Carlos: «Vai trabalhar que é para isso que te pagam»

Em «Festa é Festa», Carlos (Rodrigo Paganelli) pergunta a Ana Carolina (Beatriz Barosa) o que se passa com Corcovada (Maria do Céu Guerra), pois parece muito preocupada e nem lhe respondeu. Ana Carolina, que está chateada com Carlos, responde-lhe com maus modos e manda-o trabalhar, em vez de se estar a meter na vida da patroa. Carlos fica espantado com a rudeza dela.

Qua, 28 jul 2021 21:50 TVI

Neste episódio

São (Sílvia Rizzo) e Fernando (Manuel Marques) estão de volta do telemóvel a tentar ver um vídeo, mas a internet não funciona. Jorge (Manuel Melo) fala com eles, mas eles nem reparam. Jorge diz que há um médico interessado em comprar a casa da mãe e pede a Fernando para entrar em contacto com ele.

Florinda (Ana Brito e Cunha) pede ajuda a Carlos (Rodrigo Paganelli) para aspirar a casa porque Peixoto (Vítor Emanuel) deixou tudo sujo. Eles ficam surpreendidos por verem Manel (Vítor Norte) na sala, todo descontraído a ver um jogo de futebol e a beber uma mini. Manel parece já ter esquecido que a mulher o pôs fora de casa e aproveita as mordomias em casa de Corcovada (Maria do Céu Guerra).

Louis (Valdemar Brito) percebe que Ana Carolina (Beatriz Barosa) está muito nervosa e acha melhor acabarem o trabalho mais tarde. Louis sugere irem ao cinema e comerem qualquer coisa e deixarem o trabalho para depois. Ana Carolina não aguenta mais e desata a chorar. Louis consola-a.

O Sôtor (José Carlos Pereira) está a despedir-se de uma paciente quando entra Nelinha (Inês Herédia) acompanhada de dois inspetores da PJ, descaracterizados, e avisa que eles querem falar com o Sôtor. Eles mostram os distintivos mas Manuela não vê. O Sôtor fica completamente aterrado e pede a Nelinha para desmarcar o resto das consultas daquele dia, mas o inspetor diz que é melhor desmarcar todas do resto da vida dele. Nelinha fica aterrada e o Sôtor percebe que nunca mais nada vai ser igual. A secretária sai do gabinete do Sôtor meio atordoada, não sabe bem do que se trata, mas percebe que é grave. Nelinha vê os pacientes a olhar para si e vê-se obrigada a reagir e diz-lhes que têm de falar.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) limpa as lágrimas e começa a arrumar as suas coisas. Louis (Valdemar Brito) pergunta-lhe se ela está bem e Ana Carolina diz que sim, apesar de ser notório que não. Louis tenta convencê-la a ir dar uma volta, mas ela prefere ir para casa e diz que depois lhe liga.

Nelinha (Inês Herédia) já mandou os pacientes todos embora e está por ali à espera que o Sôtor (José Carlos Pereira) saia. Quando ele sai, acompanhado dos dois inspetores, Nelinha tenta saber o que se passa, mas o Sôtor diz que depois lhe explica. Ela fica sem saber o que fazer e liga a Fátima (Marta Andrino), mas ela não atende e Nelinha sai.

São (Sílvia Rizzo) protesta por não conseguir ver os vídeos de músicos, devido à má qualidade da internet. Louis (Valdemar Brito) entra em casa, visivelmente chateado. São (Sílvia Rizzo) repara e pergunta-lhe se está assim por causa de Ana Carolina (Beatriz Barosa) e garante-lhe que ela e Carlos (Rodrigo Paganelli) não têm nada. São promete que Carlos não vai interferir na felicidade dele e Louis sorri para a mãe.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) chega a casa e depara-se com uma grande confusão. Florinda (Ana Brito e Cunha), muito nervosa, discute com Carlos (Rodrigo Paganelli) por ter tudo por limpar e ainda ter os eletrodomésticos todos avariados. Ana Carolina oferece-se para ajudar, evitando falar com Carlos. Corcovada (Maria do Céu Guerra) pede a Florinda para chamar São, para lhe fazer uns arranjos nas roupas novas.

Louis (Valdemar Brito) fica desconfiado com o que a mãe (Sílvia Rizzo) terá dito a Florinda (Ana Brito e Cunha). São revela que fez só uma perguntinha ou outra, sem dar nas vistas e que São garantiu que Carlos (Rodrigo Paganelli) não tem nada com Ana Carolina (Beatriz Barosa).

Nelinha (Inês Herédia) conta a Fátima (Marta Andrino) que o Sôtor (José Carlos Pereira) foi levado por dois homens e que lhe disseram para desmarcar as consultas todas da vida dele. Fátima fica muito nervosa e bebe do copo de água com açúcar que tinha preparado para Manuela.

Bino (Pedro Alves) dá um sermão a Betinha (Ana Marta Contente) por causa do desfile. Betinha lembra que foi ele que autorizou a banca. Bino diz que a banca é uma coisa, agora andarem a experimentar roupas ali, é outra. Betinha insinua-se e diz que ele é que a podia ajudar a despir a roupa. Bino começa a ficar perturbado e vai para o seu gabinete.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) anda de volta das suas roupas, escolhendo as que precisam de ser arranjadas. É interrompida por uma chamada do Sôtor (José Carlos Pereira), que lhe conta que foi levado para a esquadra por dois polícias e que eles descobriram tudo. Corcovada fica em choque.

Fátima (Marta Andrino) ajuda Nelinha (Inês Herédia)a acalmar-se. Camila (Marta Gil) e Glória (Catarina Avelar) vêem-nas e ficam intrigadas. Camila pergunta se é preciso chamar o médico, mas Nelinha diz que ele não ia aparecer, pois foi levado por dois homens. Ao ouvir isto, Camila desmaia e ficam todas em pânico.

São (Sílvia Rizzo) continua a protestar com a internet. Fernando (Manuel Marques) vai ter com o advogado para tratar da venda casa. São diz que vai até casa de Corcovada (Maria do Céu Guerra) para lhe arranjar umas roupas. São pede a Fernando para fazer um bom negócio, pois precisam de dinheiro.

Glória (Catarina Avelar) vai ter com o Padre (Carlos M.Cunha) e conta-lhe que o Sôtor (José Carlos Pereira) foi levado por dois inspetores da PJ. O Padre fica muito preocupado e pergunta-lhe como soube daquilo. Glória conta o que Nelinha (Inês Herédia) lhe contou e que supôs que fossem polícias. Glória diz que aquilo não a espanta, pois sempre lhe cheirou a esturro, um médico tão bonito estar ali na aldeia.

Carlos (Rodrigo Paganelli) pergunta a Ana Carolina (Beatriz Barosa) o que se passa com Corcovada (Maria do Céu Guerra) , pois parece muito preocupada e nem lhe respondeu. Ana Carolina (Beatriz Barosa), que está chateada com Carlos, responde-lhe com maus modos e manda-o trabalhar, em vez de se estar a meter na vida da patroa. Carlos fica espantado com a rudeza dela.

O Padre (Carlos M.Cunha) pergunta se hoje não há feira e Betinha (Ana Marta Contente) conta-lhe que Bino (Pedro Alves) se passou. O Padre brinca e diz que a Junta parece um circo, logo uma feirinha ali de vez em quando nem destoa. Betinha fica ofendida. O Padre elogia o trabalho dela e afirma que Bino é que não a merece. O Padre dirige-se para o gabinete de Bino que estava a jogar no PC, sobressalta-se. O Padre conta que o Sôtor (José Carlos Pereira) desapareceu e que foi levado por dois homens. O Padre diz que Glória (Catarina Avelar) suspeita que fossem inspetores da judiciária. Bino não fica muito preocupado, embora finja que sim e diz que o melhor é manterem a calma, para não criar pânico na aldeia.

Tomé (Pedro Teixeira) e Fátima (Marta Andrino) conversam sobre o assunto do dia. Fátima conta o que Nelinha (Inês Herédia) lhe contou, mas acrescenta alguns pontos. Aida (Ana Guiomar) chega muito aflita e pergunta se já sabem o que aconteceu. Eles dizem que já sabem e ficam o três a conversar sobre o que se terá passado. Tomé não gosta de ver Aida tão preocupada com o Sôtor (José Carlos Pereira).

Luís Aves (Hugo Sousa) chega e Bino (Pedro Alves) fica muito contente. Comportam-se como duas crianças. Betinha (Ana Marta Contente) fica estupefacta.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Ana Carolina discute com Carlos: «Vai trabalhar que é para isso que te pagam»
Categoria: Novela nacional
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