EP 43 Campanha de Bino é alvo de ataque

Episódio 43 de «Festa é Festa».

Ter, 22 jun 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Camila (Marta Gil) fecha o portátil com medo que alguém mais veja aquilo. Camila fica pálida quando Tomé (Pedro Teixeira) lhe pergunta se já tem novidades sobre aquele assunto e vai embora sem responder. Tomé fica intrigado.

Elisabete (Ana Marta Contente) está a despachar-se para ir trabalhar e fala com os pais, mas eles mal respondem, pois estão chateados por causa do cartaz. A funcionária da junta está farta da picardia entre os pais e Albino (Pedro Alves). Aida (Ana Guiomar) e Tomé não escondem que não gostam que Elisabete trabalhe com Albino e culpam-se mutuamente por terem permitido que isso acontecesse.

Carlos (Rodrigo Paganelli) pergunta ao pai como ficou o cartaz e Albino orgulha-se de resolver todos os problemas com as suas próprias mãos.

O Sôtor (José Carlos Pereira) recebe uma sms de Camila a dizer que precisam de falar e liga-lhe, mas ela rejeita a chamada e envia nova sms a dizer que quer falar pessoalmente. Quando se prepara para responder surge Manuela (Inês Herédia) que lhe diz que já tem pacientes à espera e ele guarda o telemóvel.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) anda às voltas pelo quarto, abrindo e fechando gavetas e armários, à procura de algo que não encontra. Ana Carolina (Beatriz Barosa) estranha a demora da avó e vai ver o que se passa. Corcovada revela que anda à procura de algo muito importante até que acaba por encontrar finalmente o que procurava.

Corcovada entrega a Ana Carolina umas agulhas de crochet que foram da sua avó e da sua mãe e revela que achava que já não ia dá-las a ninguém, até que apareceu Ana Carolina na sua vida. A idosa assume que mesmo com quase 100 anos, a vida surpreendeu-a. As duas emocionam-se.

Albino vai todo satisfeito ver o cartaz, mas aparece Glória (Catarina Avelar) a queixar-se do buraco à sua porta. Glória ameaça queixar-se à Câmara e Albino diz que já está a tratar do problema. Bino fica furioso ao ver uma foto de Tomé por cima da sua. Glória revela que ouviu a voz de uma mulher durante a noite e Albino dirige-se para a mercearia.

Florinda (Ana Brito e Cunha) vê o que lhe faz falta para a festa de Ana Carolina e Carlos faz uma lista. Florinda estranha ver Carlos tão empenhado com a festa, mas ele disfarça e diz que só está a fazer o que Corcovada que lhe pediu. 

Carlos está a trocar mensagens com Manuela sobre a festa de Ana Carolina, mas assim que sente a presença dela esconde o telemóvel. Ana Carolina julga que ele está a trocar mensagens com Vuitton (Beatriz Costa) e mostra-se enciumada. Carlos por sua vez acha que ela o está a usar para fazer ciúmes a Louis (Valdemar Brito). Mais tarde, os dois acabam por trocar um beijo.

Entretanto, surge Florinda e Carlos e Ana Carolina disfarçam de imediato. Ela pede desculpa por interromper a conversa, mas precisa da ajuda do filho. Carlos sai com a mãe, mas antes troca um olhar cúmplice com a bisneta de Corcovada.

Albino e Aida estão impacientes à espera de Tomé. Fátima (Marta Andrino) diz que não sabe onde ele foi e que tem mais que fazer. Aida decide ir procurar Tomé na rua e Albino fica por ali a interrogar Fátima.

Tomé chega finalmente e Fátima e Albino querem saber onde ele esteve. Tomé estranha tantas perguntas, pois não faz ideia do que se passa. Tomé garante que não fez nada contra Albino e que o plano deles de roubar os votos a Paulo, está a correr muito bem. Albino leva Tomé para ver o que fizeram ao seu cartaz.

Elisabete recebe mais um ramo de flores e mais uma vez julga que foi Albino que o enviou. Albino vê o ramo e fica desagradado, embora disfarce, pois já percebeu que Elisabete acha que foi ele. Elisabete entra no gabinete de Albino com o ramo de flores e provoca-o, esperando que ele assuma que tem sido ele a enviar as flores. Albino não confirma, nem desmente. A jovem vê um cartão e o pai de Carlos fica aflito. Entretanto, a filha de Tomé resolve abri-lo e fica espantado quando lê o bilhete.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Campanha de Bino é alvo de ataque
Categoria: Novela nacional
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