EP 54 Tomé e Bino unem-se para tramar São

Episódio 54 de «Festa é Festa».

Qua, 7 jul 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Fernando (Manuel Marques) preparou um jantar de caracóis, mas São (Sílvia Rizzo) fica desconsolada, pois gosta é de escargots. Ele fica triste e São é carinhosa consigo. A mãe de Louis e Vuitton diz que não se pode fazer campanha eleitoral na véspera das eleições, mas que não está a pensar cumprir essa regra. Fernando teme que isso dê problemas.

O Padre (Carlos M.Cunha) está a beber um café. Ana Carolina (Beatriz Barosa) está numa mesa com Jorge (Manuel Marques), Louis (Valdemar Brito) e Vuitton (Beatriz Costa). Eles conversam sobre a festa de aniversário de Ana Carolina e ela ainda está incrédula por não ter dado por nada. Ana Carolina elogia o jeito de Louis para a dança e Jorge pede a Fátima (Marta Andrino) para pôr kizomba. O Padre pede um copo de licor.

Tomé (Pedro Teixeira) e Albino (Pedro Alves) rasgam os boletins dos emigrantes e constatam que todos votaram em São. Albino diz que agora têm é de disfarçar quando se perceber que não houve votos dos emigrantes. O Presidente da Junta sugere verem qual é a reação do povo e fazerem o mesmo. Albino sabe que consegue disfarçar, tem dúvidas é de que Tomé também consiga.

Louis ensina Kizomba aos amigos. Fátima não queria dançar, mas quando Carlos (Rodrigo Paganelli) entra no café, agarra-se logo a ele. Ele tenta resistir, mas ao ver Louis dançar com Ana Carolina, deixa-se levar por Fátima. Vuitton não gosta e desliga a música. O Padre pede mais um copo de licor e só agora Fátima percebe o que fez. O Padre começa a contar as suas histórias.

Florinda (Ana Brito e Cunha) bebe café com São e conversam sobre as eleições. São pergunta à mulher de Albino como está aquela coisa e Florinda julga que ela está a falar do vibrador. A conversa torna-se hilariante, porque a mãe de Louis e Vuitton fala de sexo, mas Florinda acha que ela está a falar do vibrador. A mãe de Carlos abre a caixa e espreita para o interior. Ao ver que contém um vibrador, abre a boca de espanto. Florinda larga a caixa, muito nervosa, e leva as mãos à cara.

Albino acorda e chama Florinda para se deitar um bocadinho ao pé dele. Ela diz que está com pressa para ir para a catequese. Albino imita o som do vibrador, mas Florinda não percebe. Quando Florinda sai, Albino vai procurar o vibrador, para ver de que marca é, mas estranha não o encontrar e julga que Florinda anda com ele na mala.

São vem ao café para ser vista, já que não pode fazer campanha, e acusa Tomé de concorrência desleal, por ter aquele palco todo para ele. Este diz-lhe que está apenas a trabalhar, mas São acusa-o de estar a fazer campanha muda e exige que ele retire o quadro com o seu nome.

Florinda está a dar catequese, mas tem uma crise existencial e acha que está a perder o seu tempo. O Padre elogia o trabalho dela e ela fica mais confiante. O Padre diz que está a pensar voltar às aulas de latim, mas esta não quer falar sobre isso.

Albino continua à procura do vibrador, quando recebe uma sms de Elisabete (Ana Marta Contente) com uma foto de umas algemas e uma máscara. Albino fica completamente à toa e não percebe o que se está a passar com as mulheres da aldeia.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) e Corcovada (Maria do Céu Guerra) vão à casa do povo beber um café e espreitar os preparativos para as eleições. Florinda pergunta se precisam de alguma coisa, mas Corcovada diz que não, pois Carolina vai fazer o almoço.

São visita o Padre para o influenciar a votar nela e para saber dos votos dos emigrantes. O Padre explica que os votos chegaram por correio e foram diretamente para as urnas. Diz ainda que não está a pensar votar. O Padre decide dar uma aula de Latim a São e ela não tem como recusar.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Tomé e Bino unem-se para tramar São
Categoria: Novela nacional
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