EP 55 Carlos defende Bino

Episódio 55 de «Amar Demais».

Qui, 8 jul 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Florinda (Ana Brito e Cunha) fica surpreendida por Albino (Pedro Marques) ainda estar em casa, pois julgava que ele já estaria na aldeia a comprar votos. Ela diz-lhe que vai fazer um cozido e Albino julga que a mulher o está a seduzir, ficando todo entusiasmado.

São (Sílvia Rizzo) está muito infeliz e tenta desenvencilhar-se do Padre (Carlos M.Cunha), mas ele não para de falar. Este sugere-lhe que frequente as aulas de Latim, mas ela não se mostra muito entusiasmada. O Padre convence-a dizendo que os candidatos dispostos a aprender, costumam ter mais votos.

Fátima (Marta Andrino) e Tomé (Pedro Teixeira) conversam com Manel (Vítor Norte) sobre a confusão que foi quando deixou ali o canário. Ele está de saída quando encontra Corcovada (Maria do Céu Guerra) e esta lhe diz que vai precisar da ajuda dele e de Tomé. Manel fica apreensivo e Tomé, curioso.

Tomé e Manel andam a medir tudo sob comando de Corcovada, enquanto Ana Carolina (Beatriz Barosa) anota tudo. Corcovada quer remodelar o espaço e avisa Manel que segunda-feira têm de ir ao chinês comprar tecidos novos. Ele revira os olhos.

São já está deitada na cama, derreada. Fernando (Manuel Marques) coloca-lhe um pano húmido na testa, preocupado. São diz que ficou assim, cheia de dores de cabeça, por causa do latim do Padre e culpa o marido por não ter ido com ela. Fernando fala em latim e ela tem vontade de lhe bater.

Manel acha que já tiraram as medidas todas e prepara-se para ir embora, mas Corcovada quer tirar as medidas aos bancos e aos quadros. Ana Carolina acha que a decoração está bem assim, pois faz parte da identidade da aldeia, mas a sua bisavó acha melhor tirar as medidas na mesma. Tomé e Manel bufam, mas retomam as medidas, resignados.

Albino dá indicações a Carlos (Rodrigo Paganelli) e Elisabete (Ana Marta Contente) sobre como devem proceder nos preparativos para as eleições e depois dá uma mini palestra a Carlos sobre a importância da democracia.

Ana Carolina e Corcovada vão vendo as prateleiras com a ajuda de Aida (Ana Guiomar), que tenta exibir ao máximo os seus produtos. A mulher de Tomé recomenda vários produtos e Ana Carolina compra alguns. Corcovada diz que prefere tudo mais simples, mas gosta de conhecer as novidades. 

Carlos fica indignado por Albino estar a sugerir que ele oriente os votos, de forma a votarem nele. O filho de Florinda recusa-se, pois considera isso antidemocrático. Bino fica furioso por não poder contar com o filho para nada. 

Corcovada dá algum dinheiro a António (Luís Simões) para poder ir ver um jogo da seleção e ele fica sem reação. Quando Corcovada está quase a ir embora, António abraça-a. A bisavó de Ana Carolina disfarça e diz que ele ficou assim porque ela o elogiou. 

Albino está sentado diante do seu cozido, com um ar muito feliz. Florinda está satisfeita por ver o marido tão consolado. Albino diz que amanhã é um dia muito importante e a mulher vai ter de estar ao lado dele. Florinda afirma que tem mais que fazer e que pode não ser ele a ganhar. Ele fica pasmo e perde o apetite. Só continua a comer porque é cozido.

Glória (Catarina Avelar) está por ali a criticar tudo o que encontra e a dizer mal de Albino. Carlos não aguenta mais ouvi-la falar mal do pai e defende-o. Albino emociona-se ao ouvir o filho defendê-lo.

Fátima (Marta Andrino) faz um esforço para aturar Tomé (Pedro Teixeira) que está em nervos por causa das eleições e Manuela (Inês Herédia) que está por ali a implorar por perdão. Jorge (Manuel Marques) dá graxa a Tomé e diz-lhe que as eleições estão no papo. Nelinha decide prestar os seus serviços de coaching a Tomé.

Albino está orgulhoso pela forma como Carlos o defendeu. Elisabete (Ana Marta Contente) também fica do lado de Albino e ele emociona-se com a equipa que formou. Glória é que continua a dizer mal de tudo e está convicta de que Bino não vai ganhar as eleições. Os dois discutem e Carlos e Elisabete têm de intervir.

Tomé ouve atentamente os conselhos de Manuela e tenta pô-los em prática. Fátima está sem paciência para aquela conversa e compara-a à do Padre quando bebe. Jorge pesquisa a palavra "Coach" no telemóvel, mas tem pouca rede e anda de braço esticado no ar. Fátima quer sair daquele filme.

Carlos e Elisabete estão a acabar de arrumar as coisas para as eleições. Carlos decide abrir a caixa com os boletins de voto e fica espantado com o que vê, olhando para Elisabete, incrédulo.

 


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Carlos defende Bino
Categoria: Novela nacional
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