EP 6 Família de São é abalada por momento caricato

Episódio 6.

Seg, 3 mai 2021 21:45 TVI

Neste episódio

A casa está vazia e tem os móveis tapados com plásticos cheios de pó. Ouve-se a chave a rodar e a família de Fernando (Manuel Marques) entra. Vuitton (Beatriz Costa) começa logo a reclamar do pó, São (Sílvia Rizzo) queixa-se do frio e quando Fernando vai ligar o aquecimento central, o quadro elétrico vai abaixo.

O Sôtor (José Carlos Pereira) está desmaiado no meio do chão, rodeado por todos que tentam arranjar uma solução. Manuela (Inês Herédia) acha que é a pessoa mais indicada para o socorrer e dá-lhe palmadinhas na cara, com sucesso já que ele começa a abrir os olhos. Aida (Ana Guiomar), ao ver o Sôtor caído, fica muito preocupada e sugere que ele fique em sua casa, para não ter de conduzir. Manuela conta que o Sôtor já anda assim a algum tempo e devia ir ao médico.

Jorge (Manuel Melo) apanha algumas moedas que ficaram caídas. Florinda (Ana Brito e Cunha) está a lavar a loiça enquanto Albino (Pedro Alves) continua a falar sobre a TVI vir à aldeia. Florinda não partilha do entusiasmo do marido, pois está focada no trabalho. Enquanto isso, Albino acaba por receber mensagens provocadoras de Elisabete (Ana Marta Contente), mas diz à mulher que é trabalho. Albino fica desconsolado ao saber que a catequese foi adiada para amanhã e que vai acordar sozinho.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) prepara-se para dormir quando recebe uma chamada de Manel (Vítor Norte).  Manel diz-lhe que deixou a Família de Fernando em casa, Corcovada agradece e promete dar-lhe uma recompensa. Mais tarde, Corcovada mostra-se marota com Manel e queixa-se da cama fria.


Ana Carolina (Beatriz Barosa) vai à casa de banho e assusta-se ao encontrar Carlos (Rodrigo Paganelli) ainda na sala. Ele pergunta-lhe de onde conhece Louis (Valdemar Brito), mas ela não responde para o picar. Ana Carolina insinua que Vuitton é namorada de Carlos, mas ele explica que não e que até são primos em grau afastado. Contudo, a jovem não fica muito convencida com a resposta.

Elisabete está recostada no sofá a teclar languidamente no telemóvel. Albino fica todo atrapalhado quando recebe outra mensagem. Florinda pergunta-lhe quem é e ele revela que é Elisabete, mas diz que estão a falar de trabalho. Albino queixa-se que trabalha muito e Florinda propõe que Tomé (Pedro Teixeira) fique responsável pela festa, para o aliviar. Albino recusa-se a entregar a festa a Tomé.

São segura numa vela enquanto Fernando anda de volta do quadro elétrico. No entanto, como não consegue resolver o problema garante que amanhã liga a Peixoto (Vítor Emanuel), mas São exige que ele ligue agora. Fernando liga, contrariado, e Peixoto diz-lhe que só consegue amanhã. Não têm outro remédio senão irem dormir e taparem-se com mantas. 

Elisabete cede o seu quarto para o Sôtor dormir e diz que dorme na sala. O Sôtor recusa e diz que não quer incomodar. Aida faz sinal a Tomé para "marcar pontos" com o Sôtor e ele mostra-se muito hospitaleiro.

Albino conta a Florinda que o Sôtor se sentiu mal e vai dormir em casa de Tomé. Florinda estranha que Elisabete lhe esteja a mandar mensagens a esta hora. Albino está mais preocupado com o facto de Tomé estar a tentar passar o Sôtor para o seu lado.

Florinda fica confusa com o tipo de pão que Ana Carolina costuma comer, diz que tem de ir à missa e fica chocada por Ana Carolina não ser batizada. No fim, dá indicações a Ana Carolina sobre a rotina de Corcovada.

Albino, ainda a dormir, agarra-se à almofada, julgando ser Florinda. Quando percebe que Florinda já saiu, protesta por nunca ter o carinho dela e diz que qualquer dia está com os pés para a cova e não aproveitou nada desta vida. Albino pega no telemóvel para ver o que Tomé andou a aprontar e decide ligar a Elisabete, que fica toda contente ao receber uma chamada dele. Mas logo desanima ao perceber que ele só quer saber do Sôtor. Elisabete conta que ele se sentiu mal e que dormiu no seu quarto. Elisabete fica espantada ao ver que Sôtor já não está lá.

Ana Carolina anda de volta do gira-discos, a tentar pô-lo a trabalhar, mas não percebe nada daquilo. De repente, sente o cheiro da cachaça e não percebe como é que a bisavó consegue beber aquilo. Mais tarde, acaba finalmente por conseguir colocar a música a tocar e fica contagiada pela alegria da música.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Família de São é abalada por momento caricato
Categoria: Novela nacional
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