EP 9 Ana Carolina expulsa Bruno da sua vida

Qui, 6 mai 2021 21:45 TVI

Neste episódio

Peixoto (Vítor Emanuel) diz que é impossível ter o dinheiro disponível amanhã. Albino (Pedro Alves) está passado, pois o dinheiro também era dele e precisa de o apresentar amanhã. Peixoto vai embora e diz que lhe liga para a semana. Albino fica aflito e Elisabete (Ana Marta Contente) não sabe o que fazer.

São (Sílvia Rizzo) e Florinda (Ana Brito e Cunha) já estão à conversa, com esta a tentar tranquilizar São de que ninguém ia mexer nas malas. São está desanimada com tudo o que tem acontecido desde que saíram de França. Florinda disponibiliza-se para lhe emprestar dinheiro.

Fernando (Manuel Marques) dá 100€ a Jorge (Manuel Melo) mas pede-lhe para não dizer nada a ninguém. Jorge fica emocionado e abraça Fernando. Este diz que se arrepende muito de não ter ido ao funeral do pai de Jorge.

Tomé (Pedro Teixeira) está a enrolar para ganhar tempo e pensar no que vai dizer. O dono do café conta que deram um chá ao Sôtor (José Carlos Pereira) e os Guardas querem saber tudo sobre o chá. Depois diz que o Sôtor dormiu no quarto de Elisabete e os Guardas acham que dormiram juntos.

Jorge repara em Bruno (Gonçalo Norton) e pergunta quem é. Ana Carolina vê que tem várias mensagens e chamadas de Bruno e resolve ligar-lhe. Bruno diz que não vai embora sem falar com ela e Ana Carolina pergunta-lhe onde está. Bruno diz que está no café e a bisneta de Corcovada (Maria do Céu Guerra) pede-lhe para ir ter com ela a casa. Dá-lhe 15 minutos para falarem e depois quer que ele se vá embora da aldeia.

Vuitton (Beatriz Costa) farta-se de esperar por Carlos (Rodrigo Paganelli) e vai embora, chateada.

O interrogatório a Tomé continua e ele já transpira com o nervosismo. Os Guardas percebem que ele está nervoso e confrontam-no. Tomé fica ainda mais nervoso quando os Guardas avisam que vão ter de fazer uma perícia.  

Ana Carolina e Bruno estão sentados frente a frente, mas ele não consegue dizer nada a não ser pedir-lhe desculpa. Ana Carolina sorri por sentir que se libertou emocionalmente daquele empecilho e diz-lhe que o tempo acabou. A jovem empurra-o para fora de casa e fecha a porta.

Jorge está a beber cerveja com os colegas da equipa, mas eles queixam-se que Jorge nunca paga nada. Jorge pede mais uma rodada e pede para pôr na conta, mas promete que desta vez paga.

Tomé despede-se dos Guardas e compromete-se a avisá-los, caso haja algum desenvolvimento.  Tomé tranca-se no seu gabinete e vai buscar a mala do Sôtor para ver o que ele esconde na mala. Tomé insiste em saber porque motivo Aida (Ana Guiomar) foi ao quarto do Sôtor a meio da noite. Ela diz que foi à casa de banho e que a porta do quarto estava entreaberta, e foi assim que viu o Sôtor.

António (Luís Simões) ainda não sabia que o Sôtor tinha desaparecido, mas diz que acabou de vê-lo na praça. Aida decide ir ao consultório, mas Tomé vai com ela. Fernando diz a São que já falou com o pessoal da oficina e que as malas estão lá. Fernando quer ir lá com Manel (Vítor Norte), mas São faz questão de ir também.

Albino compõe a roupa e ensaia o que vai dizer à Presidente da Câmara. Elisabete chega e gosta de o ver arranjado, só tem pena que não seja para ela.

Corcovada põe um disco a tocar e começa a dançar sozinha. Passado algum tempo, repara que Ana Carolina está ali a observá-la e puxa-a para dançar consigo. Ana Carolina pergunta se há algum sítio que deva conhecer e a bisavó manda-a passear para o rio. Ana Carolina dá um beijo na testa da bisavó e vai embora.

Manuela (Inês Herédia) continua a olhar com espanto para o Sôtor, que está num misto de descontração e mistério. Manuela acha que o Sôtor devia avisar a Guarda que já apareceu, mas ele diz que nunca desapareceu. Aida e Tomé benzem-se ao ver o Sôtor. Aida quer tocar-lhe para ter a certeza que é real, mas Tomé não deixa.

Albino faz todos os possíveis para distrair Camila (Marta Gil) do seu objetivo e evita ao máximo mostrar as contas da Junta. Elisabete interrompe a reunião e diz que está ali uma pessoa para falar com Albino. Este sorri de alívio por ser o Padre, pois Camila não se irá opor a que fale com ele. Camila está irredutível e não deixa Albino ir falar com o Padre. Quer saber onde está o dinheiro em falta. Albino acaba por dizer que está no cofre, deixando Elisabete aflita pois sabe que não há lá dinheiro nenhum.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Ana Carolina expulsa Bruno da sua vida
Categoria: Novela nacional
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