EP 199 A declaração de António

Episódio 199.

Seg, 27 dez 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Abel (Júlio César) está entusiasmado para ir ver o presépio e tenta animar Isabel (Marta Melro), que está enfiada no sofá com cara de quem esteve a chorar. Isabel repara que Abel anda muito mais animado e gosta de o ver assim. Abel diz que anda a tomar umas gotas, mas Isabel sabe que ele anda assim por causa de Corcovada (Maria do Céu Guerra). Isabel está triste por ter passado o Natal sozinha. 

São (Sílvia Rizzo) continua a achar que ela é que devia ser estrela. Bino (Pedro Alves) e Tomé (Pedro Teixeira) continuam a implicar um com o outro. O Padre chama a atenção de todos para tirarem uma fotografia de grupo. 

Abel (Júlio César) reconhece que a relação de Isabel (Marta Melro) e Mário (Pedro Giestas) não é a melhor e não compreende porque é que eles continuam juntos. Abel diz que Isabel ainda é muito nova e não tem de aceitar aquela vida para sempre. Isabel abraça-se a Abel, a chorar. 

Tomé goza com Bino por não ser amigo de Cristina Ferreira como tinha dito, pois ela nem lhe falou. Bino diz que ela não o reconheceu vestido de burro. O Padre repara na cara triste de Fernando (Manuel Marques) e pergunta-lhe o que se passa. Ele diz que está a representar Nossa Senhora depois do parto e que ela deve ter ficado combalida. O Padre convence Fernando a pôr um ar mais bem-disposto. 

António (Luís Simões) entra no café com Fátima (Marta Andrino) às cavalitas. Estão doidos de felicidade e reluzentes de alegria. O presépio correu muito bem. Eles estão tão felizes que se abraçam e não resistem a dar um forte e natalício beijo.

Vuitton (Beatriz Costa), Louis (Valdemar Brito), Jorge (Manuel Melo) e Manuela (Inês Herédia) fazem o balanço do evento. A opinião não é unânime. Louis detestou fazer parte daquilo e só quer ir beber para esquecer. Todos os outros acham que correu muito bem e cada um acha que foi o protagonista.

Fátima e António terminam o beijo e ele tira uma carta do bolso que faz aparecer, como que por magia, atrás da orelha de Fátima. Ela abre a carta e fica muito surpreendida com o que lá está escrito. É uma carta do pai Natal a dizer que o António a ama.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) olha para todos com um ar deliciado. Abel (Júlio César) aproxima-se dela e coloca-lhe uma mantinha nas costas. Abel oferece-lhe chocolate quente, pois parecendo que não está a nevar. Corcovada diz que é neve artificial, mas Abel prefere não vacilar.

 António pergunta a Fátima o que diria a carta dela para ele. Fátima fica nervosa e António diz-lhe que não faz mal não ter nada para lhe dizer. Fátima enche-se de coragem e diz-lhe que também o ama. Fátima garante que aquele é o dia mais feliz da sua vida. 

São (Sílvia RIzzo)e Aida (Ana Guiomar) discutem sobre quem deu mais nas vistas no presépio. Aida vê as redes sociais e diz que há muito mais comentários sobre as suas botas do que sobre a roupa de São. 

Bino, Tomé e Fernando continuam a discutir e o Padre já não os aguenta. Aida e São voltam a discutir e o Padre pede paciência para os aguentar a todos. O Sôtor (José Carlos Pereira) aparece e Aida derrete-se logo toda. Aida diz que o Sôtor já não lhe pode receitar nada para as dores nas costas, mas pode fazer uma meditação ou algo do género. Bino pica Tomé e diz que a mulher dele se está a fazer ao Sôtor. Bino e Tomé voltam a discutir. O Padre agradece o empenho de todos no presépio e dá os parabéns pelo belo momento que viveram na Bela Vida. 

 

 

 

 

 

 

 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: A declaração de António
Categoria: Novela nacional
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