EP 362 Nelinha «derrete-se» com os conselhos de Sôtor

Episódio 362.

Sáb, 9 jul 2022 22:00 TVI

Neste episódio

Tomé (Pedro Teixeira) fica chocado ao ver que Josefa (Rita Salema) também mexeu na decoração do café e Fátima (Marta Andrino) percebe que ele já foi a casa. Fátima pergunta qual foi a reação de Aida (Ana Guiomar) e Tomé diz que ela o mandou resolver a situação, mas não sabe o que fazer. Tomé pede satisfações a Josefa, mas ela enfrenta-o e Tomé pede a Fátima para resolver ela a situação. 

São (Sílvia Rizzo) está desolada por ter encontrado a filha a dormir com Aves (Hugo Sousa) e diz que não aguenta tanta vergonha. São dramatiza e afirma que transformaram aquela casa num motel. São culpa Fernando (Manuel Marques) por não ter sabido educar a filha e por ter trazido Jorge (Manuel Melo) para morar com eles e a ter desencaminhado.

António (Luís Simões) está a abanar Aida (Ana Guiomar), mas ela queixa-se que as palpitações e ansiedades não passam. Nisto surge o Sôtor (José Carlos Pereira) e Aida agarra-se a ele e pede-lhe para a salvar. O Sôtor começa a observá-la. 

Florinda (Ana Brito e Cunha) conversa com Corcovada (Maria do Céu Guerra) e confessa que gostou muito das férias. Florinda não sabe bem porquê, mas passou a ver Bino (Pedro Alves) com outros olhos. Corcovada acha que o tempo que estiveram afastados lhes fez bem. Florinda diz que apesar disso não quer ir já viver com Bino e pergunta se pode ficar ali em casa. Corcovada diz que a casa também é dela. 

Paulo (Hélder Agapito) pede para falar com Betinha (Ana Marta Contente) e diz que é rápido. Ele só quer agradecer-lhe pelos dias em Portimão e afirma que foi mesmo muito feliz. Betinha fica enternecida com aquele gesto, Paulo percebe e beija-a. 

Fátima está em choque por Josefa afirmar que está rodeada de ingratos. Josefa diz que lhes fez um favor ao tornar os espaços mais atuais e funcionais e que só recebeu ingratidão. Fátima come para se acalmar. Josefa aconselha-a a comer menos, senão não cabe no vestido de noiva. 

Betinha afasta Paulo e pede-lhe para ir com calma porque ela ainda está confusa. Paulo garante que da parte dele não há confusão nenhuma e que a pode ajudar a resolver a confusão dela, pois tem o dom de resolver confusões de cabeças. Betinha sorri e diz que falam mais tarde sobre isso, porque agora tem mesmo de sair. 

Florinda, muito animada, conta a Carlos (Rodrigo Paganelli) e Ana Carolina (Beatriz Barosa) como foram as férias. Eles gostam de a ver assim feliz e ela diz que eles também deviam ir uns dias até ao Algarve, porque lhes ia fazer bem. Ana Carolina olha para Carlos à espera de uma resposta, mas ele muda de assunto. Florinda regista o mau ambiente entre eles. 

Nelinha (Inês Herédia) chega à mercearia e encontra Aida a abanar-se, enquanto o Sôtor e Tomé estão pegados, porque Tomé não aceita que o Sôtor tenha de tocar em Aida para a observar. Nelinha analisa a situação para poder entrar em ação. Depois manda todos ficarem quietos e calados ou começa a disparar chapadas. 

Bino tem vontade de bater em Peixoto (Vítor Emanuel) e acusa-o de ser um traidor. Peixoto explica que foi contratado e pago em condições para fazer aquela obra. Bino diz que só o Presidente da Junta pode mandar fazer obras e Glória (Catarina Avelar) afirma que foi justamente isso que aconteceu, pois agora é ela a Presidenta. Bino vê obras e fica para morrer.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Nelinha «derrete-se» com os conselhos de Sôtor
Categoria: Novela nacional
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