EP 384 Carlos beija Fátima

Episódio 384.

Sáb, 6 ago 2022 22:00 TVI

Neste episódio

Corcovada diz que tem todo o gosto em ser madrinha do noivo do ano. Corcovada avisa que vão ter de ensaiar uma dança, pois faz questão de dançar com ele. António não consegue deixar de pensar na confusão que aquilo pode dar com Aida. 

Carlos vai ter com Fátima e diz-lhe que António está em casa de Corcovada. Fátima estranha aquela conversa e pergunta-lhe o que quer. Carlos diz, sem papas na língua, que a quer a ela.  Fátima acha que Carlos se passou por lhe estar a dizer aquelas coisas, mas ele garante que nunca esteve tão lúcido. Carlos acha que Fátima ainda sente alguma coisa por ele, senão não estava sempre a fugir. Fátima fica gélida.

Jorge e Vânia desfazem o abraço, mas Jorge ainda não a consegue encarar porque está envergonhado. Vânia diz-lhe que não tem de ter vergonha daquilo e que isso não vai mudar em nada o que sente por ele. Jorge fica mais confiante, mas volta a ficar aflito quando Vânia fala em contar às amigas.

Quina fica curiosa por ver Corcovada a dançar e esta conta-lhe que aceitou ser madrinha de casamento de António. Quina alerta-a para os custos que aquilo acarreta, mas Corcovada tem todo o gosto em oferecer-lhe o fato, o copo de água e a lua de mel.

Fátima está verdadeiramente irritada com a postura de Carlos e lembra-o de que está noiva. Carlos diz que Ana Carolina saiu de casa porque está baralhado com Fátima. Carlos beija Fátima, mas ela afasta-o e dá-lhe um estalo. Fátima ameaça contar tudo a António, mas Carlos não parece importar-se.

Vânia acalma Jorge e promete que não vai contar nada às amigas, nem pressioná-lo a nada. Vânia confessa que até acha fofinho que ele seja virgem, mas Jorge fica todo nervoso quando ouve aquela palavra e pede-lhe para não voltar a dizer.

António continua embasbacado com a generosidade de Corcovada e não consegue dizer nada. António abraça-a para lhe agradecer e Quina comove-se com o momento. Quina diz que não há ninguém tão generoso como Corcovada. Esta afirma que os jovens precisam de ajuda e que adora uma boa festa.

Aida e Tomé acabam de jantar e planeiam ir já para o sofá, relaxar e ver séries. Assim que se sentam, chegam Josefa e Glória. Josefa diz que vão trabalhar na organização do teatro de Revista e pede a Tomé para pedir a Aida para lhes servir o jantar. Tomé até tem medo de olhar para Aida e quando olha, percebe que aquilo vai dar barraca.

Albino está deliciado a jantar chanfana e afirma que aquela é a melhor chanfana do mundo. Albino tem muitas saudades dos cozinhados de Florinda e pergunta-lhe quando volta para casa, mas Florinda prefere que continuem assim.

Glória e Josefa já estão sentadas à mesa e Glória reclama por ainda lá estarem os pratos de Aida e Tomé. Josefa diz que é naquela imundice que vive. Aida tem de respirar fundo para se controlar. Josefa insiste que Tomé deve pedir a Aida para lhes servir o jantar, mas Aida está é com vontade de as matar.

Aida, Josefa e Glória discutem e estão quase a agredir-se. Tomé está muito nervoso e percebe que tem de intervir. Aida consegue expulsar Glória e Josefa de casa e assim que o faz, fica muito calma e senta-se no sofá para fazer o programa que tinham planeado. Tomé fica atónito com aquela mudança tão drástica.

Carlos come a chanfana com vontade e os pais tentam saber como ele está depois de ter terminado o namoro com Ana Carolina. Carlos diz que está melhor sozinho, pois a relação deles também já não era nada. Carlos quer aproveitar o momento para contar uma coisa aos pais.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Carlos beija Fátima
Categoria: Novela nacional
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