EP 426 São e Aurélio apanhados por Fernando

Episódio 426.

Sáb, 24 set 2022 21:30 TVI

Neste episódio

São (Sílvia Rizzo) e Fernando (Manuel Marques) estão na cama a olhar para o aquário das sapateiras. São diz que não consegue dormir com as bichas ali, porque podem sair do aquário e atacá-la, por isso pede a Fernando para montar guarda e protegê-la. Fernando também quer dormir, mas São diz que a responsabilidade é dele, já que foi o irmão dele que montou aquilo. 

Manuela (Inês Herédia) conversa com Vuitton (Beatriz Costa) e Fátima (Marta Andrino) sobre Camila (Marta Gil) ter voltado e querer roubar-lhe o namorado. Jorge (Manuel Melo) está indignado pela forma como Josefa falou com ele e Paulo acha que deviam sair da aldeia e viajarem todos juntos. Todos acham boa ideia e festejam eufóricos. 

Oliveira (Joaquim Nicolau) passeia pela aldeia com o seu advogado e vai apontando para as casas que vê. Os Populares que os veem, olham para eles com apreensão. Aida está à janela a ver as movimentações de Oliveira e vai relatando o que vê.

Elisabete (Ana Marta Contente) e Josefa (Rita Salema) aconselham-na a não ligar a Oliveira, mas ela vê-o a apontar para a sua casa e fica fora de si. Josefa lembra que a casa não é bem dela e Aida até deita fagulhas pelos olhos. Josefa insiste que não há documentos que comprovem que a casa é deles, porque efetivamente não é. Aida não aguenta ouvir Josefa a dizer aquelas coisas. Elisabete afirma que nunca viu papelada nenhuma e Aida fica cada vez mais nervosa.

São quer resolver o problema das sapateiras, mas não quer que Fernando tire o aquário do quarto, porque Aurélio podia ficar ofendido. São quer que Fernando fique acordado durante a noite, para garantir que não são atacados. Fernando é mordido por uma sapateira e São pede-lhe para não lhe fazer mal, pois deve estar assustada. 

Elisabete vai dizendo que queimou muita papelada na Junta, mas que realmente nunca viu nada relativo à casa deles. Aida diz que agora é que Elisabete falou bem e sublinha o facto de a casa ser deles. Aida abre a janela e tem vontade de saltar. Aida diz repetidamente que é feio apontar. 

Assim que São chega à sala, Aurélio pergunta-lhe como foi dormir com as sapateiras. São mente e diz que foi maravilhoso. São diz que é muito relaxante, mais até do que fazer yoga. Aurélio pergunta se Fernando também gostou e São diz que sim. Aurélio abraça São. Fernando chega nesse momento e fica chateado. 

Manuela e o Sôtor estão a ver a agenda para hoje, mas ela está claramente de trombas e responde com meia palavras. O Sôtor diz que assim é difícil trabalhar e ela refila por a ter trancado no gabinete, para poder ficar a sós com Camila. Manuela aproveita o momento para informar o Sôtor que vai viajar com os amigos. 

Bino tenta perceber porque motivo Oliveira anda a passear pela aldeia com um advogado. O Padre reclama do estado da rua e Bino manda-o ir queixar-se à oposição. Oliveira diz que não vale a pena gastarem dinheiro com a aldeia, pois ele já tem outros planos para ela. O Padre diz-lhe que não pode chegar ali e fazer o que quer, mas Oliveira não concorda.  

Fernando está a fazer uma cena de ciúmes por ter visto São e Aurélio abraçados. Ela finge que não entende os motivos de Fernando e finge-se ofendida. São diz que não tem mal nenhum dar um abraço ao cunhado, mas Fernando percebeu que ela ficou cheia de calores e não vai permitir isso em sua casa.  Oliveira e o Padre olham-se em desafio. 

O Padre diz que não vai deixar que Oliveira faça o que quer da aldeia e ele diz-lhe que o tribunal é que decide. Albino acha que a casa dele está a salvo, mas Oliveira afirma que o despejo será coletivo. Albino fica aflito.  Oliveira reafirma que a casa de Albino também está incluída no lote de casas que vão ser despejadas e Albino sente-se traído. Albino fica indignado e diz que traírem-no é traírem a aldeia toda. O Padre acha que devia ser ao contrário, mas Albino não consegue perceber.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: São e Aurélio apanhados por Fernando
Categoria: Novela nacional
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