EP 427 Oliveira quer expulsar moradores da Bela Vida

Episódio 427.

Ter, 27 set 2022 02:35 TVI Internacional

Neste episódio

O Padre (Carlos M Cunha) diz que não vai deixar que Oliveira (Joaquim Nicolau) faça o que quer da aldeia e ele diz-lhe que o tribunal é que decide. Bino (Pedro Alves) acha que a casa dele está a salvo, mas Oliveira afirma que o despejo será coletivo. Bino fica aflito.  Oliveira reafirma que a casa de Bino também está incluída no lote de casas que vão ser despejadas e Bino sente-se traído. Albino fica indignado e diz que traírem-no é traírem a aldeia toda. O Padre acha que devia ser ao contrário, mas Bino não consegue perceber.

Paulo (Hélder Agapito) está a colocar uns cortinados novos na sala, mas está com muita dificuldade porque tem vertigens. Corcovada (Maria do Céu Guerra) pergunta-lhe se nunca tinha subido a um escadote e ele afirma que nem sequer a um banco. Corcovada acha melhor ser ela a pendurar os cortinados.

Tomé (Pedro Teixeira), ao ver a algazarra na praça, pergunta a Bino (Pedro Alves) que confusão arranjou desta vez. Bino diz que está a lutar pelos direitos da aldeia e o Padre (Carlos M Cunha) denuncia que só o fez porque desta vez também lhe tocou a ele. Tomé junta-se à luta e enfrenta Oliveira (Joaquim Nicolau), mas este não se deixa intimidar e alega que tem a lei do lado dele. 

Fátima (Marta Andrino) diz que Josefa (Rita Salema) está sempre a queixar-se da aldeia, mas não desampara a loja. Aurélio (Manuel Marques) entra no café e Fátima fica confusa. Ela acha que é Fernando, mas estranha que tenha um visual diferente. Aurélio explica que é o irmão gémeo de Fernando e Fátima diz que já tinha ouvido falar. Josefa fica interessada quando ele diz que é empresário.

Corcovada está a tentar ajudar Paulo a descer do escadote, mas ele está petrificado. Manel (Vítor Norte) e Quina (Maria Rueff) deparam-se com aquilo e não querem acreditar que Paulo tenha vertigens por subir a um escadote. Eles lá o ajudam a descer e Paulo agradece por lhe terem salvo a vida.

Josefa já está sentada a uma mesa com Aurélio e tenta saber mais sobre ele. Josefa faz perguntas sobre o negócio e a família dele. Aurélio diz que é dono de um império e não chegou a casar ou ter filhos. Josefa até se abana.

Oliveira chega a casa a barafustar por causa do que se passou na praça e diz que não tem paciência para as pessoas da aldeia. Sofia não gosta das queixas do marido e pede-lhe para falar mais baixo, caso contrário ela poderá exaltar-se e ninguém quer isso. 

Ana Carolina (Beatriz Barosa) vai ter com Betinha (Ana Marta Contente), mas ela está tão embrenhada no trabalho que nem dá por ela. Ana Carolina convida-a para ser sua assessora e Betinha fica atónita.

São já está na mesa de Aurélio e Josefa e esta continua a lançar-lhe charme. São já não está a achar piada nenhuma à conversa e avisa que Aurélio não é para qualquer uma. Josefa não gosta da indireta e pergunta-lhe se tem alguma coisa contra ela. Aurélio fica confuso. 

Betinha ficou atónita com o convite e não sabe o que dizer. Ana Carolina diz-lhe que tem tempo para pensar, mas dá-lhe vários argumentos para aceitar o convite. Betinha gosta dos elogios que Ana Carolina lhe faz e parece ficar tentada a aceitar. 

Aida chega ao café e repara no azedume entre São e Josefa, mas não percebe bem porquê. Depois fica com a ideia de que Josefa se está a atirar a Fernando, mas Fátima explica que aquele é Aurélio, o irmão gémeo de Fernando e que São também parece estar a atirar-se a ele. Aida fica em choque.

 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Oliveira quer expulsar moradores da Bela Vida
Categoria: Novela nacional
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