EP 479 Entusiasmo leva Quina ao extremo

Episódio 479. 

Sex, 25 nov 2022 22:00 TVI

Neste episódio

Estão todos à porta do mercado do Bulhão e incrédulos por ser aquele o sítio que Quina (Maria Rueff) queria tanto conhecer, mas afinal Aida (Ana Guiomar) também está eufórica por estar ali.

O mercado está a abarrotar de gente e Quina avança por ali adentro. Bino (Pedro Alves) vai atrás dela, preocupado, com medo que ela se perca. Aida é que não está nada satisfeita por estar ali, pois preferia ir à Torre dos Clérigos ou ir às compras a Santa Catarina.

Aurélio regressa a casa do irmão e encontra São (Sílvia Rizzo) chorosa. Ele fica preocupado e tenta perceber o que se passa. São faz-se de vítima, diz que nunca sai dali e que é a pessoa menos viajada da aldeia. Aurélio concorda que ela é uma pessoa do mundo e precisa de voar. São sente-se compreendida.

Quina está deslumbrada com tudo o que vê e tem vontade de dar um beijo na boca a um peixe, de tão fresco que é. Aida está muito incomodada com o cheiro a peixe e quer ir embora dali. Tomé (Pedro Teixeira) tem medo de se perder de Aida e não a quer largar.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) está no café a tentar recolher assinaturas para o seu movimento, mas não está a ser bem-recebida por Glória (Catarina Avelar). Ana Carolina quer perceber os motivos de Glória e um deles é por ser muito nova. Josefa (Rita Salema) mete-se na conversa e chama Ana Carolina de fedelha. Ela passa-se, atira os papéis ao ar e percebemos que vai começar uma discussão.

O Padre (Carlos M. Cunha) conta a Celeste (Margarida Antunes) a ideia que teve de organizar um concurso de doces natalícios e ela fica toda empolgada, mas logo fica irritada, quando percebe que o Padre já falou com Florinda (Ana Brito e Cunha) e que é ela o seu braço direito. O Padre fica tão desconcertado com o que ouve, que nem sabe o que dizer.

São faz-se de difícil e diz que não quer maçar o cunhado com os seus problemas, mas ele diz que não maça nada e quer dar um puxão de orelhas ao irmão, por não estar a tratar a mulher como ela merece. São faz-se de modesta, mas está a gostar do que Aurélio lhe diz.

Quina está maravilhada com os peixes e já tem alguns na mão. Quina espeta com os peixes na cara de Bino e Tomé para que eles também os possam apreciar. Quina está tão feliz que compara o mercado ao céu. Quina pergunta à Peixeira se pode amanhar um peixe e ela faz-lhe sinal para que entre para trás do balcão.

Ana Carolina já está fora de si porque Glória lhe disse que até Bino é melhor do que ela. Glória e Josefa sugerem algumas atividades para que Ana Carolina se entretenha, em vez de se querer meter na política. Carlos (Rodrigo Paganelli) chega e percebe que Ana Carolina está muito enervada. Carlos quer tirá-la dali antes que a coisa azede mais, mas Ana Carolina recusa-se. Glória e Josefa continuam a falar sobre Ana Carolina e dizem que aquilo é tudo ganância e sede de poder.

Manel (Vítor Norte) chega, entretanto, e fica chocado com o que ouve. Manel diz que Glória não tem moral nenhuma para falar, pois quando se apanhou no poder, foi logo arranjar a sua rua e não fez nada pelo resto da aldeia. Glória fica indignada. 

Florinda (Ana Brito e Cunha) já contou a Corcovada a ideia que o Padre (Carlos M. Cunha) teve para o concurso de doces natalícios e ela também fica muito entusiasmada. Florinda já sabia que Corcovada (Maria do Céu Guerra) ia gostar da ideia e iria querer ajudar. Corcovada diz que podiam dar um prémio ao melhor doce, para incentivar as pessoas a participar e encarrega-se disso.

Glória e Manel continuam a discutir e agora o assunto já é a idade de cada um. Manel afirma que Glória só se preocupou com o seu umbigo, enquanto esteve na presidência da Junta. Manel pede-lhe responsabilidades pelos estragos causados no táxi, devido aos buracos da aldeia que ela não arranjou. Josefa pergunta-lhe se quer alguma coisa, mas Manel diz que perdeu a fome.

Ana Carolina afirma que aquelas pessoas merecem o Presidente ladrão e corrupto que têm, que usa a política para seu próprio benefício e que até se enrolou com a secretária, mesmo sendo casado. Carlos fica possesso com o que ouve e diz-lhe que não merece nada.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Entusiasmo leva Quina ao extremo
Categoria: Novela nacional
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