EP 112 Tomé revela que António é um milagre

Episódio 112. 

Qui, 16 set 2021 21:50 TVI

Neste episódio

Em «Festa é Festa», Tomé (Pedro Teixeira) garante que quando António (Luís Simões) se tornar um campeão, Fátima (Marta Andrino) não lhe irá resistir. António fica mais convencido e vai todo animado treinar.

Bino (Pedro Alves), irritado, tenta expulsar alguns populares que ali foram barafustar. Quando fica sozinho diz que aquilo não é vida para ele. Bino chama Betinha (Ana Marta Contente) e pergunta-lhe se acha bem o que ali se passou. Ela não sabe o que dizer e Bino diz-lhe para dizer que não acha bem. E ela assim faz.

Nelinha (Inês Herédia) pergunta ao Sôtor (José Carlos Pereira) se quer primeiro as más notícias ou as más. O Sôtor julga que ela se enganou, mas Nelinha afirma que só tem más notícias. Manuela queixa-se das condições de trabalho e informa que a primeira paciente é Aida (Ana Guiomar).

Bino (Pedro Alves) ainda perturbado com o manifesto popular, desabafa com Betinha (Ana Marta Contente) e diz que esteve a muito pouco de ser linchado. Elisabete acha um exagero, mas Bino diz que ele é que sabe e que a partir de agora a população está proibida de entrar na Junta. Betinha acha que não faz sentido, mas faz o que Bino lhe manda.

O Sôtor (José Carlos Pereira) atende Aida (Ana Guiomar) e ela exige saber que instrumentos ele tem ali para a observar. O Sôtor acha melhor Aida dizer o que sente e depois ele logo decide que instrumentos precisa. Aida confessa que gostava mais das consultas no consultório e que lá o Sôtor era mais Sôtor, mas mostra-se solidária com ele. Sotor trata de Diana que está tetraplégica. Diana pede a Sotor para acabar com o sofrimento dela. Sotor diz que vai cuidar dela para sempre, mas Diana não quer continuar assim.

Bino (Pedro Alves) chama Betinha (Ana Marta Contente) e diz que têm de começar a tratar dos cartazes com a sua fotografia. Betinha lembra que mais importante do que os cartazes é ter um programa Eleitoral e Bino assume que ainda não o tem. Albino agradece a Betinha por estar sempre ali para o auxiliar e justifica que é difícil lembrar-se de tudo.

Aida (Ana Guiomar) acorda o Sôtor (José Carlos Pereira) dos seus pensamentos e pede-lhe para arrebitar, pois tem uma fila enorme de pacientes para atender. O Sôtor recompõe-se e foca-se nas queixas de Aida. Ele suspeita que se trate de um quadro de ansiedade.

Bino (Pedro Alves) está a conversar com Betinha (Ana Marta Contente) quando entram Peixoto (Vítor Emanuel) e Valquíria (Maria Sampaia). Betinha apressa-se a correr com eles, mas Bino repreende-a e diz que eles não são povo. Bino lembra que Peixoto faz parte da equipa e que têm que falar sobre Valquíria. Betinha fica desconfiada.

Valquíria (Maria Sampaio) está superexcitada com a possibilidade de vir a ser a nova secretária da Junta e menospreza o trabalho de Betinha (Ana Marta Contente). Bino (Pedro Alves) fica desagradado com a forma como Valquíria e Peixoto (Vítor Emanuel) falam de Elisabete.

Manel (Vítor Norte) diz a Florinda (Ana Brito e Cunha) que também já tinha reparado em algo estranho com Corcovada (Maria do Céu Guerra) e que ficou preocupado. Florinda julga que ele está a falar do mesmo que ela e vai ficando cada vez mais preocupada. Manel acaba por dizer que Corcovada já não vai às compras há mais de uma semana e Florinda fica desconcertada, pois estava a falar de outra coisa.

Florinda (Ana Brito e Cunha) fica aliviada por Manel (Vítor Norte) estar a falar de outra coisa e não ter dado por nenhuma falha de memória de Corcovada (Maria do Céu Guerra). Manel acha aquela preocupação infundada, pois Corcovada tem mais memória do que uma ninhada de elefantes e ainda os vai enterrar a todos. Florinda gosta de ouvir aquilo.

Bino (Pedro Alves) avisa que para Valquíria (Maria Sampaio) poder ser a nova secretária da Junta, Fernando (Manuel Marques) terá que ser eleito Presidente da Junta e para isso terá que mudar. Valquíria fica amuada, pois achou que já estava tudo certo. Bino diz que têm de resolver um assunto sobre a vida de Fernando, do qual as pessoas andam a falar.

Tomé (Pedro Teixeira) senta António (Luís Simões) num banquinho e mostra-lhe um terço. Tomé diz que passou a ser crente depois de ter assistido a um milagre. António não está a perceber nada da conversa e teme que Aida o veja sentado e ralhe com ele. Tomé revela que António é o milagre e que o que fez no ringue é de outro mundo.

Jorge (Manuel Melo) informa Corcovada que vão entregar a encomenda ainda hoje e que depois passa lá por casa para ver a nova princesa da aldeia. São (Sílvia Rizzo) ouve e fica intrigada, mas não tem paciência para as conversas do sobrinho.

Tomé (Pedro Teixeira) continua a dar graxa a António (Luís Simões) e quer oferecer um leitão à mãe dele. António agradece, mas Tomé insiste que ele é que tem de agradecer pelo que viu António fazer com o stick e faz-lhe vénias. António já não sabe o que dizer e tenta levantar-se, mas Tomé não deixa.

Bino (Pedro Alves) liga a Fernando (Manuel Marques) e combina ir a casa dele para conversarem sobre a sua candidatura à Junta. Bino tem noção de que vai ser uma conversa difícil, ainda por cima porque ele se dá muito bem com o filho e é natural que fique abalado.

António (Luís Simões) já está farto de ouvir Tomé (Pedro Teixeira) e pergunta se pode voltar ao trabalho, mas Tomé insiste em afirmar que o hóquei é muito melhor do que o futebol, numa tentativa de entusiasmar António. Aida (Ana Guiomar) chega no momento em que António e Tomé dizem que se lixe a Dona Aida e ficam com um sorriso amarelo.

Bino (Pedro Alves) sabe que a conversa com Fernando (Manuel Marques) vai ser difícil, mas vai ter de acontecer e antes agora do que a meio da campanha. Valquíria (Maria Sampaio) começa a fazer planos para remodelar a Junta, porque acha que o espaço não está capaz. Bino não gosta, mas já nem diz nada. Albino vai a casa de Fernando e informa que o assunto que tem para falar com ele é delicado. Fernando já percebeu isso, mas gostava de saber realmente do que se trata.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Tomé revela que António é um milagre
Categoria: Novela nacional
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