EP 114 Bino confronta Camila

Episódio 114.

Neste episódio

Em «Festa é Festa», Bino (Pedro Alves) fala nas carrinhas de propaganda e Betinha (Ana Marta Contente) fica surpreendida, pois Bino não lhe tinha pedido nada disso. Ele achava que não era preciso pedir. Camila (Marta Gil) pergunta que assunto é tão urgente e Albino quer saber se ela já tem substituto depois de desistir da candidatura. Camila fica intrigada.

Fernando (Manuel Marques) pergunta a Vuitton (Beatriz Costa) se sempre quer ficar em Portugal. Vuitton confessa que gostava muito de fazer o curso, mas sabe que São nunca iria concordar em ficar em Portugal. Fernando diz ter um plano para ficarem todos em Portugal.

Camila (Marta Gil) fica mais divertida do que preocupada com a ameaça de Bino (Pedro Alves) e revela que já tinha desistido de se recandidatar e que a sua substituição está a ser tratada. Camila diz ainda que Albino nunca chegará à Câmara e sugere que beba ele algo forte, pois parece estar a precisar. Betinha (Ana Marta Contente) vem ver o que se passou, porque Camila saiu toda irritada. Bino faz-se de forte e diz que está tudo bem. Albino afirma que Camila está na palma da sua mão e que vai esmagá-la. Elisabete fica com calores por ouvir Bino falar assim.

Nelinha (Inês Herédia) e Jorge (Manuel Melo) bebem café e conversam com uma serenidade e maturidade que raramente vimos. Estão felizes com o seu projeto e querem alargá-lo a outras aldeias.Nelinha (Inês Herédia) começa a ficar emocional com aquela proximidade e sintonia e Jorge (Manuel Melo) diz que lhe faz lembrar alguns casais, mas nunca põe a hipótese de eles serem um. Nelinha fica desiludida.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) e Carlos (Rodrigo Paganelli) continuam a falar da viagem e ela diz-lhe que já tratou de tudo: hotel, restaurantes e até tem uma surpresa. Carlos fica muito curioso e quer saber que surpresa é, ameaçando-a com cócegas. Ana Carolina acaba por revelar que comprou bilhetes para um musical e ele fica maravilhado.

Jorge (Manuel Melo) continua sem perceber a desilusão de Nelinha (Inês Herédia) e fala de outros casais que ele acha que vão ficar juntos. Manuela tem esperança que ele ainda fale dela, mas Jorge anda muito longe disso. Manuela percebe que ele nunca vai chegar lá, até que se passa e vai buscar uma bolsinha que lhe pede para abrir. Jorge fica espantado.

Florinda ( Ana Brito e Cunha) comenta com Corcovada (Maria do Céu Guerra) que Bino agora meteu na cabeça que vai candidatar-se à Câmara. Florinda acha que ninguém vai votar nele, mas Corcovada não pensa da mesma forma, pois votaram nele para a Junta. Florinda fica pensativa.

Jorge (Manuel Melo) abre a bolsinha onde estão vários objetos que Nelinha (Inês Herédia) foi guardando ao longo da sua vida, de momentos que eles viveram juntos. Jorge fica impressionado com aquilo, mas não percebe o intuito. Manuela não consegue acreditar que ele seja tão tapado.

Florinda (Ana Brito e Cunha) está convencida de que Bino (Pedro Alves) não chegará à Câmara, pois não é a pessoa mais séria da aldeia. Corcovada (Maria do Céu Guerra) não acha impeditivo, já que na política são todos uns aldrabões. Corcovada tem esperança que Albino se torne melhor político, pois tem bom fundo, já que foi sempre íntegro e fiel a Florinda.

Jorge (Manuel Melo) quer falar, mas Nelinha (Inês Herédia) não deixa e declara-se finalmente. Manuela beija-o e Jorge corresponde, até que ele interrompe o beijo e diz que não se podem envolver, porque agora são sócios. Manuela fica muito infeliz.

A família almoça e conversa. Aida (Ana Guiomar) acha que a filha devia arranjar um namorado, já Tomé (Pedro Teixeira) acha que ela está bem assim. Betinha (Ana Marta Contente) prefere falar de trabalho e Aida e Tomé não poupam críticas a Albino. Elisabete acaba por falar demais e diz que quer ver se o novo Presidente vai fazer melhor. Aida e Tomé ficam petrificados.

Bino (Pedro Alves) está zangado com a história do marido de Camila (Marta Gil) e diz que ela devia ter vergonha de ocupar um cargo público. Florinda (Ana Brito e Cunha) diz que Camila não tem de ser responsabilizada pelos erros do marido e compara-se a ela. Albino fica irritado por Florinda insinuar que ele também é corrupto e queixa-se de ter a fama e não ter o proveito.

Aflita, Betinha (Ana Marta Contente) vai tentando desviar as atenções, mas Aida (Ana Guiomar) e Tomé (Pedro Teixeira) insistem em saber ao que se estava a referir, quando falou do novo Presidente. Elisabete percebe que não tem saída e fica muito aflita. Albino está transtornado com os assuntos da política e Florinda fica preocupada com ele.

Florinda (Ana Brito e Cunha) pergunta-lhe porque não deixa aquela vida, mas Bino (Pedro Alves) garante que nasceu para servir a população. Florinda fica com pena dele e decide ajudá-lo na campanha.

Betinha (Ana Marta Contente), sem alternativa, avisa que aquilo ainda é segredo e revela que Bino (Pedro Alves) se vai candidatar à Câmara. Aida (Ana Guiomar) e Tomé (Pedro Teixeira) ficam confusos e julgam que se vai candidatar para coveiro, mas Elisabete explica que é para Presidente. Aida e Tomé ficam boquiabertos.

Disputa-se o dérbi que decidirá a permanência ou descida de divisão da equipa de hóquei. Tomé (Pedro Teixeira) anda de um lado para o outro, nervoso, pensando no que fazer. Bino (Pedro Alves) protesta com Tomé e culpa-o pela situação da equipa. A família de António (Luís Simões) assiste ao jogo e acena-lhe. António está sentado no banco, contrariado.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Bino confronta Camila
Categoria: Novela nacional
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