EP 116 Mãe de Jorge apresenta o novo namorado

Episódio 116

Ter, 21 set 2021 21:50 TVI

Neste episódio

Em «Festa é Festa»,Tomé (Pedro Teixeira) chega ao café eufórico devido à vitória de ontem e à proximidade da festa, já Fátima (Marta Andrino) está de mau-humor por causa da nova condição de António. Tomé (Pedro Teixeira) diz que já cheira a festa, mas Fátima não partilha do mesmo entusiasmo.

Aida (Ana Guiomar) chega à loja e fica espantada com a quantidade de raparigas que ali estão. António (Luís Simões) pede ajuda a Aida e diz que aquelas clientes são estranhas. Aida tenta ajudar António, mas as raparigas só querem ser atendidas por ele.

Camila (Marta Gil) e Glória (Catarina Avelar) tomam o pequeno-almoço e conversam sobre a decisão de Camila em não voltar a recandidatar-se. Camila tomou aquela decisão, por não conseguir corresponder ao que esperam dela. Glória acha que ela não tem culpa das trafulhices do ex-marido, já em relação ao Sôtor, tem alguma culpa.

Bino (Pedro Alves) entra no café em "modo campanha eleitoral" e distribui panfletos. Tomé (Pedro Teixeira) goza com a foto de Bino (Pedro Alves) e pede-lhe para não distribuir os panfletos ali, porque depois tem de ser ele a deitá-los para o lixo. Bino fica irritado, mas continua a sua campanha.

Camila (Marta Gil) assume que já sabia que o Sôtor (José Caarlos Pereira) estava a ser julgado e mesmo assim se envolveu com ele, mas não podia fazer nada. Glória (Catarina Avelar) acha que a filha devia ter denunciado o Sôtor, por estar a exercer sem licença. Camila defende que isso não ia ser bom para ninguém, pois iam ficar sem médico. Glória diz que o Padre já anunciou que vai chegar um médico novo.

Tomé (Pedro Teixeira) serve o café a Bino (Pedro Alves) e continua a enxovalhá-lo por causa dos panfletos. Albino não se fica e responde à letra. Ficam os dois a trocar ofensas. Quando Bino sai, Tomé pega num panfleto e rasga-o em mil pedacinhos.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) percebe que Carlos (Rodrigo Paganelli) está triste e mostra-se solidária. Carlos assume que está triste, mas também está tranquilo, pois sempre soube que as coisas entre ele e Ana Carolina não iriam funcionar, pois são de mundos muito diferentes. Corcovada tenta animá-lo e diz-lhe que há mais peixe no mar.

Camila (Marta Gil) já contou à mãe que vai mudar-se para Coimbra, pois teve um convite para dar aulas lá. Glória (Catarina Avelar) emociona-se um pouco, porque lhe custa ver a filha a voar do ninho, mas no fundo sabe que é uma boa decisão e que será bom recomeçar a vida lá.

As raparigas já foram embora e Aida (Ana Guiomar) olha agora para o grupo de mulheres que está ali e que podem votar nela. Aida começa a fazer campanha eleitoral, mas ninguém mostra muito interesse. Aida oferece um pacote de esparguete gourmet e as mulheres ficam mais interessadas. Aida ataca Fernando por ter emigrado.

Jorge (Manuel Melo) e Nelinha (Inês Herédia) arranjam espaço para instalar o seu "escritório", mas Manuela diz que não há condições ali em casa e deviam arranjar o seu próprio espaço. Tocam à campainha e Jorge vai abrir. Jorge fica estupefacto ao ver a mãe, com um ar rejuvenescido. Jorge está tão surpreendido com a visita da mãe que nem sabe como reagir. Manuela pede a Adelaide para entrar e diz-lhe que está um estrondo. Adelaide apresenta o seu novo companheiro e Jorge fica em choque.

Aida (Ana Guiomar) continua o seu discurso, perante uma "plateia" muito entediada. Aida tenta fazer rimas com o seu nome, mas não lhe corre muito bem e ninguém percebe nada. A plateia só está interessada em receber o pacote de esparguete que Aida prometeu.

Jorge (Manuel Melo) ainda está siderado pela mãe ter um companheiro, mas cumprimenta-o com simpatia. Nelinha (Inês Herédia) percebe que eles precisam conversar e vai embora. Adelaide diz que precisava de ver o filho e que está muito feliz por ele ter arranjado um trabalho, mas o verdadeiro motivo que a trouxe ali foi para se despedir. Jorge fica perplexo.

Fátima (Marta Andrino) olha em pânico para Fernando (Manuel Marques) e São (Sílvia Rizzo) que fazem campanha eleitoral no café. Fátima tenta livrar-se deles antes que Tomé (Pedro Teixeira) os veja, mas acaba por afugentar os clientes. Fátima fica muito aflita.

O Padre (Carlos M.Cunha) está a ensaiar o seu número de stand up comedy e ri-se das suas próprias piadas. Aida (Ana Guiomar) vê o padre a rir-se à gargalhada e fica chocada.

Nelinha (Inês Herédia) entra no café e repara no ar apreensivo de Fátima (Marta Andrino). Manuela percebe que ela está assim porque Fernando (Manuel Marques) e São (Sílvia Rizzo) estão a fazer campanha eleitoral no café. Nelinha conta que Adelaide voltou de visual renovado e com um namorado. Ao ouvir isto, Fernando sai disparado para a rua e São vai atrás dele. Fátima fica aliviada.

Aida (Ana Guiomar) pergunta ao Padre (Carlos M.Cunha) se se está a sentir bem e diz que precisa da ajuda dele para fazer campanha a seu favor. O Padre fica confuso e Aida diz que só assim poderão evitar uma desgraça. O Padre fica preocupado com o estado de nervos de Aida. O Padre tenta acalmar Aida e perceber as suas preocupações. Aida diz que não tem jeito nenhum que Fernando seja o Presidente da Junta, pois ele é um pau mandado de São e ela não pode trazer nada bom à aldeia. Aida diz estar preocupada com a Bela Vida, pois têm sido tempos muito difíceis e não aguenta mais desgostos.

Jorge (Manuel Melo), Fernando (Manuel Marques) e São (Sílvia Rizzo) estão siderados com o aspeto reluzente de Adelaide. Ela pergunta se eles compreendem a decisão dela e ninguém responde, até que Jorge diz que ela deve fazer o que a faz feliz. Adelaide abraça Jorge e Fernando e depois chama Emanuel e São para se juntarem. Dão um abraço comunitário de despedida.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Mãe de Jorge apresenta o novo namorado
Categoria: Novela nacional
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