EP 146 O resultado das eleições

Episódio 146.

Ter, 26 out 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Albino (Pedro Alves) continua a barafustar, resistindo aos funcionários que estão a tentar pô-lo na rua. Carlos (Rodrigo Paganelli) tenta chamar o pai à razão e diz-lhe que aquilo é péssimo para a sua imagem, mas Albino não quer saber e insiste que vai esperar pelos resultados no seu gabinete. Camila (Marta Gil) aparece e lembra que aquele gabinete ainda é seu. Albino bufa de raiva. 

Glória (Catarina Avelar) e Valquíria (Maria Sampaio) contam os votos. Aida (Ana Guiomar) está por ali a assistir, inquieta e vai balbuciando coisas impercetíveis. Valquíria baralha-se toda nas contagens e Glória manda vir com ela. Aida não se conforma por ter desistido das eleições. 

Albino enfrenta Camila e diz-lhe que o gabinete será dela por pouco tempo. Camila afirma que apesar disso, o gabinete ainda é seu e pode mandar prendê-lo por invasão. Albino muda de tática e finge-se muito emocionado por estar prestes a realizar um sonho. Camila tem pena dele e deixa-o entrar, mas ele estica-se logo e Camila tem de o pôr no lugar. 

O Padre (Carlos M. Cunha) está preocupado com a contagem de Valquíria e pede a Glória para confirmar os votos. Aida culpa Tomé (Pedro Teixeira) por não a ter ajudado a fazer desaparecer o vídeo em que abdicava da sua candidatura e continua a inventar desculpas para aquilo ter acontecido. Valquíria pede silêncio para conseguir contar, mas percebemos que está com grandes dificuldades. Continuam todos muito ansiosos com o resultado das eleições. 

Jorge (Manuel Melo) tenta arrebitar a família e diz que a vitória está no papo, mas nem todos estão convencidos disso. Fernando (Manuel Marques) pede a Jorge para ir saber dos resultados e ele deixa cair alguns brindes que percebemos que tinha roubado. Jorge diz que lhe dão jeito para as excursões. Manuela (Inês Herédia) queixa-se que falta emoção naquelas eleições e Fátima (Marta Andrino)  sugere beberem umas imperiais. Manuela anima-se ao ver Ana Carolina (Beatriz Barosa) e quer saber porque motivo ela voltou novamente para a Bela Vida. 

Estão todos ansiosos a assistir à contagem dos votos pela TV. Mário (Pedro Giestas) aparece para entrevistar o futuro Presidente da Câmara e Albino fica todo vaidoso. Mas Mário questiona-o sobre as acusações de roubo no cemitério e Albino fica azul. 

Ana Carolina explica que voltou porque teve saudades da bisavó e porque pode fazer o mestrado à distância. Fátima deixa escapar que Ana Carolina voltou foi por causa de Carlos e Ana Carolina não gosta do comentário. Ana Carolina afirma que nunca lhe deu confiança para falar da sua vida e Fátima fica sem reação. 

Albino faz um esforço para não explodir, mas Mário volta a repetir a pergunta e Albino explode mesmo. Albino acusa Mário de ser um abutre à procura de escândalos e até Camila fica do lado de Albino desta vez. Glória e Valquíria acabam de contar os votos e o Padre benze-se. 

Fernando e São (Sílvia Rizzo) não aguentaram a curiosidade e foram até ao café para saber os resultados. Albino continua possesso e Peixoto (Vítor Emanuel) diz que a suspeita existe. Albino fica furioso com Peixoto e diz-lhe para se juntar a Mário. Carlos avisa que vão anunciar o vencedor da Câmara e Albino pede silêncio. Ficam todos em suspenso, a olhar para a TV. Anunciam Albino como vencedor e Peixoto é o primeiro a reagir. Todos dão os parabéns a Albino, mas ele não diz uma palavra e vemos agora que olha para a TV em choque. 

Fernando e São olham um para o outro, mas não percebemos qual o sentimento. Aida acha que lhes vai dar uma coisinha má. Valquíria fala com Peixoto e ele conta-lhe que Albino ganhou. Fernando e São festejam finalmente e Jorge junta-se a eles. São pergunta a Aida se não lhe dá os parabéns e Aida diz não foi nenhum feito ganharem sozinhos. 

Carlos consegue fazer com que Albino se sente, mas ele continua catatónico. Peixoto diz que sabe o que fazer e pede a todos para lhe darem espaço. Elisabete (Ana Marta Contente) também tenta ajudar, mas sem sucesso. Florinda (Ana Brito e Cunha) está muito aflita. Peixoto insiste que sabe o que fazer. Aida chega inconsolável e António percebe que foi Fernando que ganhou as eleições. 

Aida continua a culpar Tomé por não a ter ajudado. Tomé já está farto de aturar Aida e encaminha-a para António, para que seja ele a consolá-la. António (Luís Simões) diz-lhe que vai ficar tudo bem e pergunta-lhe se quer desenhar um arco-íris. Tomé consegue escapar-se. Peixoto observa Albino atentamente e todos lhe pedem para fazer alguma coisa, rápido. Peixoto diz que vai tentar desligar e ligar o sistema nervoso de Albino, através de um real chapadão. 

Ficam todos impressionados, mas a verdade é que funciona e Albino começa aos saltos, a festejar a vitória. Alice (Telma Cardoso) diz que Mário foi cobrir as eleições para a Câmara e que estava todo entusiasmado. Isabel fica feliz por ele, mas gostava que ele mostrasse entusiasmo por outras coisas na sua vida. Alice acha que é só uma fase e que vai passar. Isabel fica aliviada quando Alice lhe diz que acha que Tomás gosta dela, mas não admite. 

 


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: O resultado das eleições
Categoria: Novela nacional
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