EP 194 Betinha está desolada

Episódio 194. 

Ter, 21 dez 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Betinha (Ana Marta Contente) está feliz por ver Bino (Pedro Alves), mas também está irritada por ele só ter aparecido agora e não ter dito nada antes. Bino não gosta dos enfeites a desejar-lhe as boas-vindas e pede a Betinha para os retirar. Bino diz que tem muito trabalho para fazer e quer falar com Peixoto (Vítor Emanuel) a sós, mas depois lembra-se que não confia nele e chama Betinha. 

Fernando (Manuel Marques), Tomé (Pedro Teixeira) e Bino estão na sacristia para falarem com o Padre (Carlos M Cunha) sobre o presépio vivo, mas já estão todos a implicar uns com os outros e o Padre não tem paciência para eles. Bino quer fazer um novo sorteio das personagens e Fernando e Tomé concordam. 

Aida (Ana Guiomar) chega a casa e queixa-se do aumento dos preços na altura do Natal. Aida vê que Betinha está a ver um filme que a costuma fazer chorar e diz-lhe para ver outra coisa, mas nisto Betinha começa a chorar. Aida diz que é sempre a mesma coisa cada vez que vê o sozinho em casa.

Bino, Tomé e Fernando continuam a discutir. O Padre está prestes a explodir e decide beber um copo de vinho para conseguir aguentar aqueles três. Eles ao perceberem que o Padre vai beber ficam em pânico e tentam dissuadi-lo, mas sem sucesso. 

Manuela (Inês Herédia) e Jorge (Manuel Melo) estão chocados por Abel (Júlio César) querer alugar o sidecar. Ele não percebe o espanto deles e pergunta se alugam ou não. Eles confirmam que alugam, mas não deixam de estar surpreendidos. 

Betinha afirma que já não chora a ver o filme há uns dois anos. Ela está assim por causa de Bino, mas não pode contar à mãe. Aida julga que Elisabete está triste porque andou à procura de prendas e não encontrou nenhuma. Elisabete reafirma que já não é nenhuma criança. 

Bino, Tomé e Fernando estão com um ar desolado, enquanto o Padre bebe e conta as suas histórias do seminário. Eles esfregam a cara, doidos para que aquela conversa acabe, mas o Padre prossegue e eles entreolham-se, desesperados. 

Abel insiste em alugar o sidecar, mas esclarece que quer ser ele a conduzir e não ser conduzido por eles. Jorge diz que ele precisa de ter carta e Abel revela que tem carta de mota e de pesados e que a tirou na tropa. Abel conta ainda que esteve na guerra do ultramar e prepara-se para mostrar uma recordação. 

Aida considera que o Natal é uma época de muita excitação e recorda alguns momentos caricatos de Natais passados. Aida percebe que o que atormenta Elisabete não é o Natal, mas ela não revela o verdadeiro motivo e apenas pede um abraço à mãe. Aida abraça-a e embala-a também. Elisabete fecha os olhos, procurando ser resgatada da tristeza que sente.

 Abel mostra uma cicatriz e Manuela e Jorge julgam que foi de alguma bala ou mina, mas ele revela que foi de uma operação à apendicite. Ele conta que foi levado de helicóptero, mas não se lembra de nada porque desmaiou. Manuela e Jorge ficam a ouvi-lo, deliciados. 

O Padre já está eufórico e enche novamente o copo, enquanto conta mais uma história. O Padre ri-se muito como se as histórias tivessem muita piada, mas os outros já estão fartos e exaustos de o ouvir. 

Celeste (Margarida Antunes) aparece e eles aproveitam para se esquivarem. O Padre convida Celeste para beber com ele. Ela aceita e os dois brindam e bebem, felizes. 

Aves (Hugo Sousa) pergunta a Fátima (Marta Andrino) se Alice (Telma Cardoso) tem vindo ao café e ela diz-lhe que não a tem visto. Fátima pergunta-lhe porque quer saber de Alice e fica com a ideia que Aves é um pinga-amor. Aves percebe que não vai ser canja. 

São (Sílvia RIzzo) decora a sala com enfeites natalícios, enquanto cantarola. São enrola uma fita vermelha ao pescoço e coloca luzes na janela, também elas vermelhas. Fernando entra em casa e julga que São trouxe o motel do quarto para a sala. São fica perplexa. Florinda pergunta a Corcovada se quer que ligue ao Padre, mas ela diz que não vale a pena. 

Corcovada (Maria do Céu Guerra) pergunta a Florinda (Ana Brito e Cunha) se já falou com Bino por causa do Natal e avisa que a consoada vai ser ali em casa como sempre e faz questão que Bino também esteja presente. Florinda engole em seco. 

 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Betinha está desolada
Categoria: Novela nacional
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