EP 326 O regresso de Josefa

Episódio 326. 

Neste episódio

Aida (Ana Guiomar) mostra as fotografias do apartamento no Algarve e Tomé (Pedro Teixeira) começa a ficar muito entusiasmado. Tomé começa a imaginar o que vão fazer por lá e Aida vai dizendo o que podem fazer em cada divisão da casa. Quando chegam ao quarto, Tomé não se contém e começa a beijar Aida e a dar-lhe uns amassos. Aida e Tomé já estão muito entusiasmados e fogosos. Tomé sugere irem para casa para darem continuidade ao que começaram ali. Aida diz que apesar de tudo, continuam juntos e nada os derruba, mas nisto aparece Josefa (Rita Salema). Aida e Tomé ficam em choque.  

Bino (Pedro Alves) anda ali às voltas para dizer o que quer dizer e Betinha (Ana Marta Contente) começa a ficar farta, mas está longe de imaginar o que aí vem. Betinha ameaça ir embora e Bino lá lhe diz que precisa de um tempo. Betinha fica em choque.

Nelinha (INês Herédia) continua triste com a possibilidade de Isabel ir embora da aldeia. O Sôtor (José Carlos Pereira) apercebe-se que ela está triste e tenta animá-la. Nelinha diz que todas as pessoas de quem gosta acabam por ir embora. O Sôtor afirma que nem todas e diz-lhe que ele não vai a lado nenhum. 

Aida e Tomé estão paralisados. Aida acha que está a ver fantasmas, mas Josefa vem na sua direção e fala. Aida passa-se e diz a Tomé para resolver aquilo. Aida diz que Tomé tanto falou nela, que ela apareceu.

Betinha continua incrédula e diz que os adolescentes é que pedem um tempo. Bino diz que precisa de estar sozinho um tempo e Betinha acha que ele está parvo. Betinha desata a chorar.

Nelinha e o Sôtor estão muito próximos, mas ela desvia o olhar e diz que a culpa é dele porque decidiu ser Guru e tiveram de contratar Isabel (Marta Melro). Nelinha confessa que ao início não gostava muito dela, mas depois começou a afeiçoar-se. 

Bino fica aflito ao ver a reação de Elisabete e tenta dar a volta à situação. Ela percebe que ele quer acabar com ela e não acha justo, depois de tudo o que passaram. Bino diz que só precisa de um tempo para tirar a carta sem distrações. 

Nelinha continua a rogar pragas ao Sôtor e a culpá-lo por aquela situação. Ela diz que enquanto ele estava no topo da montanha a tocar pifarete, ela estava ali a afeiçoar-se à nova Sôtora, para agora ir ficar sem ela. O Sôtor faz um esforço para não se rir e promete não a prejudicar mais. Nisto aproxima-se dela e beija-a. 

Aida vai bebendo minis e mandando bocas. Josefa pede ao irmão para esquecer o passado e aproveitar o presente, pois ela é a sua única familiar viva. Aida não consegue ouvi-la e não dizer nada e lembra-a de que lhes roubou a herança. Josefa quer esquecer isso e ficar bem com o irmão.

Abel (Júlio César) pergunta a Mário (Pedro Giestas) e sempre vai embora hoje e diz que quer ter uma conversa com ele de homem para homem. Mário convida o pai a sentar-se e diz ter todo o gosto em conversar com ele. 

Aida continua pegada com Josefa e diz que ela podia era devolver o dinheiro que lhes roubou, em vez de estar para ali com falinhas mansas. Josefa pede-lhe para esquecer o passado e não a olhar com rancor. Aida tem vontade de lhe bater e Tomé pede silêncio.

Mário explica que precisou sair de casa e perder Isabel para perceber o quão errado estava e como foi mau marido, mau pai e mau filho. Assim que percebeu, resolveu a sua relação com Rita e disse aos filhos o quanto os amava. Depois soube que ia ser pai novamente e quis corrigir tudo o que estava mal. Mário e Abel abraçam-se emocionados. 

 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: O regresso de Josefa
Categoria: Novela nacional
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