EP 352 Jorge proíbe a namorada de falar com o Sôtor

Episódio 352.

Ter, 28 jun 2022 21:55 TVI

Neste episódio

Fernando (Manuel Marques) ainda está meio aparvalhado com o que Aida (Ana Guiomar) e Tomé (Pedro Teixeira) contaram. Bino (Pedro Alves) pergunta que sitio é quele afinal e Aida conta que o casal lhes disse que era um clube de swing. Ficam todos muito espantados e desconfortáveis. Bino começa a empurrar Florinda (Ana Brito e Cunha) para a saída, porque não quer que ela veja ninguém nu. 

Jorge (Manuel Melo) entra todo vaidoso no café com Vânia ao seu lado. Ela é mais tímida e pacata. Jorge leva a namorada até à mesa e trata-a como se fosse uma boneca de porcelana. É tudo muito exagerado. Fátima (Marta Andrino), que esteve a observá-los, diz a Jorge que eles não têm nada a ver um com o outro. 

Sotor (José Carlos Pereira) está muito feliz por estar a receber as chaves da sua casa nova. Convida Nelinha (Inês Herédia) para ir festejar com um bom pequeno-almoço. Os dois saem, felizes.

Florinda (Ana Brito e Cunha) e Bino (Pedro Alves) estão a tomar o pequeno-almoço. Ele ainda fala sobre o que se passou na noite anterior e imagina como seria se o casal se tivesse metido com eles. Florinda não dá grande importância e pede-lhe para se despachar porque combinou encontrar-se com Corcovada (Maria do Céu Guerra). Bino refila por ter de levar com a velha até nas férias. 

Jorge não compreende o comentário de Fátima (Marta Andrino) e diz que devia ter uma estátua por ser o maior conquistador da Bela Vida. O Sôtor e Nelinha entram e Fátima prevê problemas. Jorge olha o Sôtor de alto a baixo e beija muito a namorada para fazer ciúmes a Nelinha, mas ela não está nem aí. 

Bino e Florinda estão a lavar a loiça e ele continua a falar sobre a noite passada. Florinda acha que ele ficou traumatizado e diz que também não é caso para tanto. Cada um sabe de si e quem não gosta não vai. Bino estranha aquela postura de Florinda e ela acaba por confessar que já tinha estado numa casa de swing no Brasil. 

Glória e Quina (Maria Rueff) estão embrenhadas no trabalho e satisfeitas com o que fizeram. Glória afirma que vai pôr a Bela Vida no mapa e Quina aplaude-a. 

O Sôtor pergunta a Vânia se sente melhor, mas Jorge responde por ela e diz que está melhor. O Sôtor prefere ouvir da boca da paciente e insiste. Vânia lá diz que está melhor e Jorge fica chateado por ela ter dado conversa ao Sôtor. Jorge olha de lado para Nelinha e afirma que todas dão conversa ao Sôtor.

Betinha (Ana Marta Contente) pede aos pais para fazerem pouco barulho, mas eles não se calam sobre o que aconteceu na noite anterior. Aida diz que também não foi assim nada de tão anormal. Tomé tem impressão de ver Corcovada e depois percebe que é mesmo ela. Corcovada aproxima-se e deseja-lhes bom dia. Aida não tira os olhos da geleira que ela traz. 

Jorge proíbe Vânia de voltar a falar com o Sôtor e de ser consultada por ele. Vânia não está a perceber aquela reação de Jorge, mas até acha fofo que ele esteja com ciúmes. Jorge afirma que não são ciúmes e acusa o Sôtor de ser uma sanguessuga que lhe quer roubar tudo. Vânia fica muito confusa. 

Florinda e Bino vão a caminho da praia para ir ter com Corcovada. Bino ainda vem a falar do swing e não percebe o que Florinda foi fazer a um bar daqueles no Brasil. Florinda lembra que estava divorciada e que não tem de lhe dar satisfações. Bino não esperava aquela resposta. 

António (Luís Simões) fica surpreendido por ver Lucas dos Anjos de volta à aldeia. Ele explica que sentiu o chamamento da ordem e teve de voltar. Lucas diz que precisa de levar sangue do Senhor e começa a açambarcar garrafas de vinho. António comenta que nem o Padre leva assim tanto vinho. 

Peixoto (Vítor Emanuel) já se juntou a Glória e Quina no planeamento e gosta dos planos que Glória tem para a aldeia, mas diz que podia fazer tudo em dobro para destronar o que já foi feito antes. Glória fica a ponderar nas palavras de Peixoto. Já estão todos de volta de Corcovada. Ela está feliz por vê-los todos juntos e divertidos. Eles contam o que têm feito nas férias e Betinha não quer acreditar quando ouve falar em swing. Corcovada diz que está muito feliz de estar ali, mas só falta uma coisa. Todos gritam xiripiti e Corcovada pede a Manel para os servir. 

António está incrédulo por Lucas lhe querer cobrar dinheiro para o ajudar. Lucas afirma que Jesus também cobrava os seus favores, mas António não se lembra de ter ouvido isso na catequese. Lucas compara-se a um explicador de matemática. António não fica muito convencido. 

Peixoto continua a sonhar alto e diz que não há nenhum problema com os planos de Glória, mas podiam ser mais ambiciosos e ter algo diferenciador. Glória parece ter uma ideia e revela que a Bela Vida vai concorrer ao melhor destino turístico para a terceira idade.

 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Jorge proíbe a namorada de falar com o Sôtor
Categoria: Novela nacional
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