EP 472 Comitiva tem a vida por um fio?

Episódio 472. 

Qui, 17 nov 2022 22:00 TVI

Neste episódio

Aida (Ana Guiomar) chega a casa e estranha ver os estores para baixo. Vai entrando e começa a cheirar-lhe a morango. Vê que há uma mesa posta com velas e acha logo que Tomé (Pedro Teixeira) fez algum disparate e agora quer recompensá-la. Este aparece de avental e com uma bandeja com espumante.

A comitiva chega ao Gerês, com todos a reclamar da viagem. António (Luís Simões) está deslumbrado com a paisagem. Discutem sobre as indicações que cada um deu e por se terem perdido. Nelinha (Inês Herédia) reclama por não ter vindo metade do caminho à frente. Vuitton (Beatriz Costa) só quer tomar um duche quente, mas Jorge (Manuel Melo) acha difícil já que vão fazer campismo selvagem.

Aida não está a perceber nada do que se está a passar ali e fica irritada. Tomé diz que aproveitou que Betinha (Ana Marta Contente) não está em casa, para proporcionar uma tarde romântica à mulher e que isso incluiu cozinhar para ela. A mulher de Tomé não fica nada tranquila, pois sabe a falta de jeito que este tem para a cozinha, mas ele está confiante de que tudo vai correr bem.

Bino (Pedro Alves) não está para ouvir Florinda (Ana Brito e Cunha), mas ela só está preocupada e afirma que não há necessidade dele estar assim, porque não foi humilhação nenhuma. A mãe de Carlos (Rodrigo Paganelli) diz-lhe que tem de reagir e dar a cara e se alguém gozar com ele, só tem de se mostrar superior a isso. Albino aceita os conselhos de Florinda e até ganha apetite.

Nelinha acha que Jorge e Paulo (Hélder Agapito) não deviam ter ficado encarregues de montar as tendas. Vuitton não está a achar piada nenhuma a ter de acampar. Ouvem um barulho e ficam assustados, acham que podem ser ursos e não sabem o que fazer.

São (Sílvia Rizzo) anda de um lado para o outro a tentar ligar à filha, mas sem sucesso. Nando (Manuel Marques) diz que ela deve estar num sítio sem rede, mas São começa a imaginar o pior e diz que pode ter sido raptada. Esta diz que se tiver acontecido alguma coisa a Vuitton, a culpa é dele.

Estão todos em pânico com o aproximar dos ruídos, pois estão convencidos de que vão ser atacados por ursos. Aves (Hugo Sousa) pede à namorada para lhe dar a mão e António quer dizer uma oração. Afinal eram dois guardas do Parque, que os informam de que não podem fazer campismo selvagem e indicam onde é o parque de campismo.

Aida finge que a comida está muito boa, mas assim que tem uma oportunidade, embrulha-a num guardanapo, para não ter de a comer. Tomé põe a tocar a música do casamento deles e dançam emocionados. Tomé já está todo entusiasmado com a reprodução da noite de núpcias, mas Aida diz que não há pressa. Este lembra que Josefa (Rita Salema) pode aparecer e que deviam despachar-se. Batem à porta e Tomé vai abrir. É Bino que quer falar com Aida e não sai dali enquanto não o fizer. 

Bino acusa Aida de lhe ter roubado a entrevista e ela diz que não tem culpa de ser mais interessante do que ele. Albino insinua que ela seduziu alguém para conseguir a entrevista e Tomé fica furioso. Aida diz que o que faz falta a Albino são umas palmadas no rabo e ele vira o rabo para que Aida lhe dê as palmadas, em jeito de provocação.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Comitiva tem a vida por um fio?
Categoria: Novela nacional
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