EP 144 Ana Carolina e Carlos: Ainda há amor

Episódio 144 de «Festa é Festa».

Sáb, 23 out 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Bino (Pedro Alves) está estarrecido com a situação e diz ter a sensação de estar num sonho daqueles muito manhosos e de que vai acordar a qualquer momento. Peixoto (Vítor Emanuel) afirma que estão todos acordados e que Matateu (Eduardo Madeira) é o melhor diretor de campanha que ele podia ter. Bino quer saber o que é que a mulher dele está ali a fazer, mas Peixoto também não sabe.

Mário (Pedro Giestas) comenta com Isabel (Marta Melro) que Tomé (Pedro Teixeira) tem sido incansável. Isabel fica um pouco atrapalhada ao ouvir o nome de Tomé, mas disfarça. Isabel conta o que se passou na mercearia com Aida (Ana Guiomar), mas Mário já está distraído com as suas coisas e não a ouve. Mário pede um café e queixa-se do que Isabel lhe deu ontem. Isabel está farta daquela relação. Bebiana alega que cada vez que Matateu vem fazer um trabalho à Junta, chega a casa todo transtornado e por isso a partir de agora, será sua secretária e qualquer assunto deve ser tratado com ela. Bino não aguenta aturar tantos malucos e vai embora.

Aida e Tomé sentam-se a ver TV e ela comenta que há algo de errado com a família nova. Aida avisa Tomé para ficar longe da Sôtora, porque as mulheres de fora gostam muito de roubar os maridos das outras e ela parece atiradiça. Tomé fica aflito e muda de assunto. Aida percebe e questiona-o.

Bino fala consigo próprio sobre estar rodeado de doidos e por ter de resolver o problema dos roubos do cemitério. Albino acaba por se irritar consigo próprio e começa a dizer palavrões. Florinda vinha a chegar a casa e repreende-o. Bino pede-lhe mimos, mas ela diz que tem mais que fazer.

Aida explica-se acerca do Sôtor, mas Tomé não gosta da forma como ela fala dele. Aida percebeu que Tomé mudou de assunto quando ela disse que a Sôtora era atiradiça e pergunta-lhe se já a viu atirar-se a alguém. Tomé diz que não e que ela parece séria. Aida continua a fazer queixas da família toda.

Valquíria (Maria Sampaio) está irritada por ter mais uma mulher a mandar bitaites ali na Junta. Valquíria diz que já não bastava São ter andado a fazer queixas da sua roupa, agora ainda tem de aturar a mulher do Matateu. Valquíria exige que Peixoto faça alguma coisa, caso contrário vai voltar a dormir no sofá de Bino. Peixoto fica aflito.

Aida e Tomé estão a ver a novela e ele emociona-se. Aida repara, mas Tomé diz que é da corrente de ar. Betinha (Ana Marta Contente) chega a casa e queixa-se que na Junta é só gente doida. Aida e Tomé ficam muito interessados. Elisabete conta que Matateu é o diretor de campanha e que a mulher dele é ainda mais maluca do que ele.

Florinda já está a dormir e Bino aproveita para rezar e pedir a Deus que o ajude a resolver o problema do cemitério. Albino reconhece que não costuma rezar muito, mas alega que Florinda reza pelos dois. Bino deita-se, mas continua de olhos abertos.

Tomé chega ao café e diz que hoje se sente um detetive. Fátima (Marta Andrino) tenta perceber o que se passa, mas Tomé faz mistério e ela fica irritada. Tomé liga a Mário e diz que tem novidades.

Carlos encontra Ana Carolina cheia de sono e ela conta que mal pregou olho porque Manel voltou a sonhar com a guerra e passou a noite aos gritos.

Vuitton (Beatriz Costa) chega a casa e chama pela família, mas ninguém aparece. Vuitton é surpreendida por Louis (Valdemar Brito), que também acabou de chegar e os dois abraçam-se com saudades. Louis diz que ainda não viu ninguém e Vuitton sugere irem ao quarto dos pais.

Carlos senta-se ao lado de Ana Carolina e ela estremece. Carlos faz-lhe uma festinha para a consolar, mas Ana Carolina pede-lhe para parar. Ficam em silêncio a olhar-se nos olhos. Carlos pergunta a Ana Carolina porque quer que pare, mas ela não responde e ficam a olhar-se em silêncio. São interrompidos por Manel que se queixa de não ter pregado olho a noite toda. Ana Carolina diz que ele tem uma grande lata, mas Manel não percebe.

Louis e Vuitton entram pelo quarto dos pais adentro a bater palmas e eles acordam em sobressalto. São fica eufórica ao ver os filhos, já Fernando cai da cama e fica gago com o susto. Estão todos muito animados, mas Fernando não consegue falar como deve ser.

Fátima está a fazer uma pausa quando entra Isabel e pede um café. Isabel tenta perceber se Tomé está por ali e ao saber que sim, decide sentar-se. Fátima volta a tentar fazer uma pausa, mas entra um cliente e ela desiste.

Betinha está a desempacotar brindes da campanha eleitoral, quando chega Mário e pergunta por Bino. Mário pergunta se pode esperar no gabinete dele e antes que Elisabete responda, ele dirige-se para lá. Betinha fica irritada.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Ana Carolina e Carlos: Ainda há amor
Categoria: Novela nacional
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