EP 378 Bino está rico?

Episódio 378.

Sex, 29 jul 2022 21:55 TVI

Neste episódio

Corcovada dá indicações a Carlos do que quer para a festa, mas ele revira os olhos a cada pedido. Corcovada lembra que ele trabalha para ela e que deve fazer o que ela lhe pede, sem protestar. Corcovada avisa-o para se orientar, pois começa a ficar farta das atitudes dele. Carlos fica pregado ao chão com aquele raspanete. 

Aida continua muito nervosa e Tomé sugere que ela atire o pano ao chão, como ele faz, para se acalmar. Aida volta a referir tudo o que se está a passar na aldeia à sua revelia e diz que não pode ser. Aida lá atira o pano ao chão, mas aquilo não a acalma nada.

Albino e Quina andam por terrenos baldios à procura do terreno que herdaram. Paulo está com eles e espera que haja lugar para guardar a bicicleta no palacete que herdaram. Albino volta a dizer que Paulo não herdou coisa nenhuma, mas Paulo continua na dele.

Carlos está de volta da decoração para a festa e Ana Carolina aparece. Cruzam o olhar e o ambiente fica tenso. Carlos queixa-se do trabalho e Ana Carolina diz-lhe que está cada vez mais parecido com o pai dele.

Glória vai ao consultório e fica enojada com o estado em que aquilo está. Sôtor e Manuela tentaram resolver o problema das sanitas, mas sem sucesso. O Sôtor lembra-se que Glória agora é Presidente da Junta e ela é que devia resolver aquilo, mas Glória descarta-se logo e diz que o problema já foi resolvido antes do seu mandato.

Carlos pergunta em que é que está a ficar parecido com o pai, mas Ana Carolina não lhe sabe explicar. Carlos revela que há uma coisa em que se vai assemelhar ao pai e que, ao contrário do que sempre disse, está a pensar seguir a carreira política. Ana Carolina fica de queixo caído.

Albino, Quina e Paulo chegam a um descampado com um palheiro semidestruído e Quina diz que é ali. Albino fica logo nervoso e pergunta onde está o palacete. Paulo fica satisfeito com o que vê, pois tem espaço suficiente para a sua bicicleta.

Ana Carolina fica surpreendida por Carlos querer enveredar pela carreira política, mas ao mesmo tempo acha que faz sentido, dado que está cada vez mais parecido com o pai. Carlos não percebe o ponto de vista de Ana Carolina e pede-lhe para se explicar melhor, mas ela acha que já não tem de lhe explicar nada.

Fátima inventa uma desculpa para estar na mercearia e faz sinal a António para confirmar o que ela está a dizer, mas António não percebe e acaba por denunciá-la. Josefa acusa Fátima de estar a fugir do trabalho e de ter um namorado burro que não a consegue ajudar.

Aida chega toda animada, mas passa-lhe logo ao ver Josefa ali. Albino está entre a raiva e a incredulidade.

Paulo acha que deviam aceitar o que o universo lhes dá e ver o copo meio cheio. Quina está num pranto, porque o sonho de uma velhice tranquila esfumou-se. Albino não acredita que aquele terreno baldio e o palheiro a cair de podre são a sua herança e esfrega a cara com os nervos.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Bino está rico?
Categoria: Novela nacional
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